Dólar cai com apetite por risco no exterior e transição de Lula no radar

No radar local continuam as negociações da transição do governo Lula, pacote fiscal, orçamento de 2023 e nos bloqueios de rodovias por bolsonaristas, que não aceitam...

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Por Agência Estado

O mercado de câmbio oscilou nos primeiros negócios da manhã e exibia queda alinhada à tendência negativa do dólar no exterior em meio alta de commodities – petróleo e minério de ferro, entre outras. Os investidores ajustam posições, atentos ao apetite por risco no mercado internacional, que limitou uma demanda por dólar e alta das cotações mais cedo, após fortes perdas acumuladas em outubro (+4%) e desde janeiro até ontem (-7,35%).

No radar local continuam as negociações da transição do governo Lula, pacote fiscal, orçamento de 2023 e nos bloqueios de rodovias por bolsonaristas, que não aceitam a derrota nas eleições. Passadas mais de 30 horas da vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente Jair Bolsonaro não se pronunciou ainda e nem reconheceu a derrota nas urnas.

Entidades do agronegócio estão preocupadas e sugerem que o governo seja pressionado a reconhecer a derrota para frear as paralisações nas rodovias, por risco de desabastecimento de insumos para cadeia produtiva e dificuldades de escoamento.

Há pouco, foi informada a produção industrial, que caiu 0,7% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou em linha com a mediana das estimativas (-0,7%) de analistas captadas pelo Projeções Broadcast, que iam de uma queda de 2,3% a um avanço de 1,4%. Em relação a setembro de 2021, a produção subiu 0,4%. , pouco acima da mediana de alta de 0,3%. No acumulado do ano, a indústria teve queda de 1,1%. No acumulado em 12 meses, houve recuo de 2,3%.

Já na ata do encontro do Copom da semana passada, divulgada mais cedo, o Copom destacou que o ímpeto da reabertura econômica no setor de serviços, após os impactos da pandemia de covid-19, e os estímulos fiscais recentes ainda impulsionam o crescimento do consumo, embora pondere que esses incentivos devem arrefecer. Por outro lado, o impacto da política monetária e suas defasagens aponta “para uma redução do ritmo da atividade econômica, que tende a se acentuar nos próximos trimestres”.

Às 9h27, o dólar à vista caía 0,39%, a R$ 5,1463. Na máxima intradia subiu a R$ 5,2053 (+0,76%). O dólar dezembro perdia 0,68%, a R$ 5,1775.

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