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© Marcelo Cortes/Flamengo/Direitos Reservados

Final rubro-negra consolida domínio recente do Brasil na Libertadores

No aspecto gestão, os finalistas da Libertadores são apontados por Pracownik como exemplos, cada um a sua maneira. Há uma década, o Rubro-Negro carioca tinha dívidas......

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Por CGN

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“O Brasil tem, realmente, mais representantes na Libertadores [sete, no mínimo], exatamente pela nossa dimensão no cenário sul-americano. Em 1940, a Argentina era responsável por cerca de 40% do PIB [Produto Interno Bruto] do continente. Hoje, é responsável por 16% e nós temos mais de 50%. O futebol tem correlação direta. Um país mais rico acaba tendo clubes mais ricos. O Flamengo tem um orçamento de US$ 65 milhões (o equivalente a R$ 345,8 milhões). O do Tolima [Colômbia], adversário nas oitavas de final [desta Libertadores], é de US$ 5 milhões (R$ 26,6 milhões)”, analisou Pracownik, à Agência Brasil.

No aspecto gestão, os finalistas da Libertadores são apontados por Pracownik como exemplos, cada um a sua maneira. Há uma década, o Rubro-Negro carioca tinha dívidas na casa dos R$ 750 milhões, segundo auditoria da Ernest & Young contratada em 2013 pela gestão de Eduardo Bandeira de Mello – da qual o diretor-executivo foi membro, entre 2013 e 2018.

O clube passou três anos renegociando pendências e buscando alternativas de arrecadação, além de apostar em elencos mais baratos, voltando a investir em reforços mais badalados a partir de 2016. De 2019 para cá, veio a consagração, com dois títulos brasileiros (2019 e 2020), duas Supercopas do Brasil (2020 e 2021), uma Libertadores (2019) e uma Recopa Sul-Americana (2020). O balancete divulgado no meio do ano indicou que a dívida líquida flamenguista já tinha caído para R$ 466 milhões, enquanto a receita da temporada estava estimada em R$ 1 bilhão.

“Teríamos de saber sofrer. Investimos na base antes do [time] principal, na saúde econômica e financeira antes do futebol. Era preciso crescer de forma sólida e com visão de longo prazo. O clube se profissionalizou, pagou os impostos, renegociou com credores. A gente correu risco de rebaixamento [no Brasileiro] e sabia que isso poderia acontecer. Quando estivemos com uma capacidade de investimento crescente, sem possibilidade de penhora e de voltarmos para trás, começamos a trazer jogadores. Os resultados vieram. [Durante a gestão] O Flamengo bateu na trave, podia ter sido campeão. Foi depois e que bom que foi assim”, disse Pracownik.

Fonte: Agência Brasil

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