IGP-M tem deflação de 0,97% em outubro, após cair 0,95% em setembro, afirma FGV

A inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M arrefeceu de 8,25% para 6,52%, abaixo da estimativa intermediária do levantamento, de 6,73%. No ano de 2022, o...

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Por Agência Estado

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,97% em outubro, após queda de 0,95% em setembro, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). A queda foi maior do que indicava a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de recuo de 0,77%, com todas as estimativas negativas, indo de 1,02% a 0,35%.

A inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M arrefeceu de 8,25% para 6,52%, abaixo da estimativa intermediária do levantamento, de 6,73%. No ano de 2022, o indicador acumula alta de 5,58%.

A deflação do IGP-M de outubro foi puxada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que caiu 1,44%, ante queda de 1,22% em setembro. O índice de preços no atacado acumula variação de 6,46% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M), por sua vez, subiu 0,50%, ante deflação de 0,08% em setembro, com inflação acumulada de 5,01% em 12 meses. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) recuou de 0,33% para 0,10%, conforme já divulgado pela FGV. A alta acumulada em 12 meses é de 10,06%.

Seis das oito classes de despesa componentes do IPC-M registraram acréscimo em suas taxas de variação em outubro. A principal contribuição foi o grupo Transportes (-2,93% para -0,96%), com destaque para o item gasolina (-9,46% em setembro para -3,74%).

Também registraram acréscimo no período, as taxas de variação de Alimentação (-0,34% para 0,57%), Habitação (0,21% para 0,63%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,72% para 0,80%), Despesas Diversas (0,08% para 0,22%) e Vestuário (0,57% para 0,67%). Nessas classes, os itens com maior influência foram hortaliças e legumes (-0,63% para 6,75%), taxa de água e esgoto residencial (-0,02% para 2,65%), artigos de higiene e cuidado pessoal (1,24% para 1,37%), alimentos para animais domésticos (-0,33% para 1,35%) e roupas (0,44% para 0,84%), respectivamente.

Na direção oposta, Educação, Leitura e Recreação (4,47% para 3,15%) e Comunicação (-0,54% para -1,03%) registraram decréscimo em suas taxas.

Influências individuais

Segundo a FGV, os itens que mais contribuíram para alta do IPC-M em outubro foram passagem aérea (27,61% para 16,07%), batata inglesa (-3,65% para 24,75%), plano e seguro de saúde, cuja taxa de 1,15% de setembro se repetiu em outubro, seguidos por condomínio residencial (0,12% para 1,86%) e taxa de água e esgoto residencial (-0,02% para 2,65%).

Por outro lado, as principais influências individuais de baixa foram gasolina (-9,46% para -3,74%), leite tipo longa vida (-10,96% para -8,26%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (-0,56% para -2,45%). Etanol (-11,87% para -4,18%) e tarifa de eletricidade residencial (-0,87% para -0,45%) completam a lista.

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