
Força feminina: Mulheres representam 78% dos servidores públicos de Cascavel
São mais de 6,9 mil mulheres desempenhando as mais diversas funções com comprometimento...
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Por Fábio Wronski
Se no serviço privado a quantidade de homens é superior a de mulheres, a realidade no serviço público de Cascavel é bem diferente. Conforme os dados do Departamento de Gestão de Pessoas do Município, dos 8.785 servidores, 6.939 são mulheres, ou seja, 78% de todos os trabalhadores que dedicam a vida ao funcionalismo público no Município são da ala feminina. Esses dados mostram a força delas no mercado de trabalho, um motivo a ser celebrado no próximo 8 de Março, Dia Internacional da Mulher.
E a representatividade está em todos os lugares: da educação à segurança. Nos escritórios, nas ruas, nas salas de aulas, onde há trabalho, lá estão elas. Com dedicação e comprometimento, as mulheres realmente fazem a diferença. Um exemplo desse empenho é a professora Sueli Maria Costa, que há 22 anos educa as nossas crianças. Em mais de duas décadas nas salas de aulas, a educadora já compartilhou seus conhecimentos com mais de 300 alunos da rede pública de ensino. “Nós mulheres somos fortes e guerreiras. Desempenhamos com garra e competência as funções que assumimos no serviço público ao qual felizmente somos à maioria e principalmente na educação, na qual somos responsáveis pelo desenvolvimento de cidadãos críticos e conscientes para uma sociedade melhor”, diz orgulhosa a professora da Escola Municipal Edison Petrobelli – Caic II.
Para ela, o melhor presente é poder ver um aluno com grandes conquistas. “É gratificante encontrar na atualidade alunos que passaram por mim e hoje são professores, doutores, administradores e saber que fiz parte da vida deles. Amo muito o que faço”, pontua.
Enquanto a professora toma a frente nas salas, outra mulher guerreira assume um papel de extrema importância numa guerra: contra a dengue. A supervisora de campo das Endemias, Bárbara Priscila Compagnoni Ribeiro, roda toda a Cascavel para reforçar o combate ao mosquito que tem deixado a situação em risco. Em algumas situações, precisa ter pulso firme, como quando é confrontada, especialmente por homens, quando precisa fazer notificações. “Não existe mais aquela coisa de mulher tem que ficar na pia, no fogão e lavar roupa, mulher é feita para estar onde quiser, para estar onde bem entender. As mulheres representam muito no controle de Endemias, nessa guerra contra a dengue, até temos na nossa coordenação mulheres chefiando o setor. Só precisamos de respeito”, comenta.
E mesmo no ambiente de trabalho é possível ter profissionalismo, sem deixar a vaidade de lado. Esse é o caso da zeladora da Prefeitura, Rosimery Aparecida da Silva, que há 9 anos é responsável pela limpeza do Paço, e sempre encanta os servidores pelo sorriso fácil e por não perder o charme. “Às vezes as pessoas falam para mim: ‘mas você vai passar maquiagem para ir fazer faxina?’, eu já respondo sim e com prazer. Mesmo acordando 5h15 da manhã todo dia, eu levanto e já me maquio. Eu gosto de me ver bonita e só porque eu trabalho limpando eu preciso me descuidar? Jamais”, conta aos risos.
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