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Campanha contra racismo ganha site e entra na fase de interação com comunidade universitária Foto: UEL

Campanha contra racismo da UEL ganha site e entra na fase de interação com comunidade

A partir desta semana a campanha passa a contar com o portal exclusivo GT UEL – Enfrentamento ao Racismo e entra na fase de interação com a comunidade,......

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Por CGN

Campanha contra racismo ganha site e entra na fase de interação com comunidade universitária Foto: UEL

A comunidade universitária participou nesta segunda-feira (17) do pré-lançamento da campanha “UEL na Luta Contra o Racismo”, que propõe um conjunto de ações para enfrentamento à discriminação amparadas em quatro eixos – reconhecimento do problema, visibilidade das iniciativas, formação continuada e fomento às denúncias de crimes junto à Ouvidoria da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A cerimônia de pré-lançamento lotou o Anfiteatro Maior do Centro de Letras e Ciências Humanas (CLCH) e contou com a participação de estudantes indígenas, pretos e pardos, que participaram de uma roda de conversa na qual relataram suas experiências durante o processo formativo no Ensino Superior.

A partir desta semana a campanha passa a contar com o portal exclusivo GT UEL – Enfrentamento ao Racismo e entra na fase de interação com a comunidade, que poderá opinar sobre ações a serem desenvolvidas. O site traz depoimentos de estudantes pretos e indígenas, além de notícias e reportagens sobre a temática e um link no qual a comunidade pode responder ao formulário elaborado para levantar  sugestões de ações para o enfrentamento do racismo. A proposta é coletar ideias e envolver estudantes, professores e agentes universitários para ampliar a iniciativa.

O esforço para implementar uma cultura antirracista na Universidade teve início em julho passado. À época, a administração da UEL nomeou, por meio de portaria, um Grupo de Trabalho (GT) para estruturar uma política permanente de enfrentamento ao problema. Entre as medidas já adotadas, está a estruturação de canais para denúncias contra injúria racial, criminalização dos atos confirmados e o estabelecimento de uma rede de apoio.

A Ouvidoria da UEL inseriu links em sua página que dão acesso a formulários para registro formal das ocorrências que serão encaminhadas aos órgãos de controle da Universidade, considerando os princípios da “Declaração Universal dos Direitos Humanos” e as determinações das Constituições Federal e Estadual.

Segundo a reitora da UEL, Marta Favaro, as definições do GT representam uma luta a ser construída por estudantes, professores e agentes universitários, como uma ação coletiva que reproduza redes para fortalecer a cultura antirracista e estimule denúncias contra atos que forem praticados. Para a reitora, o trabalho conjunto da comunidade interna deve focar numa Universidade inclusiva de fato. “Queremos uma instituição que lute não só contra o racismo, mas contra as desigualdades”, disse ela.

Além da reitora, participaram da solenidade de pré-lançamento da campanha o presidente do Conselho Municipal de Igualdade Racial de Londrina, Edson Vieira Aguiar, e representantes do movimento negro e de defesa dos indígenas de Londrina. Também estiveram presentes a pró-reitora de Extensão, Zilda Andrade, a coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab-UEL), Marleide Rodrigues da Silva Perrude, e a coordenadora da Cuia da UEL, Heloá Soares Dutra.

HISTÓRICO – Idealizada por professores e alunos, a “UEL na Luta Contra o Racismo” surgiu em 2020 para fortalecer a campanha La Erradicación del Racismo en la Educación Superior, proposta pela Cátedra da Unesco para Educação Superior, Povos Indígenas e Afrodescendentes na América Latina (Esial). Em meados desse ano foi instituído do GT para discutir o tema com foco na proposição de ações estruturadas.

De acordo com a coordenadora do Neab, Marleide Perrude, o foco a partir de agora será ampliar o debate e efetivar ações para o combate dentro da instituição. “São relações naturalizadas e que precisam ser percebidas, identificadas, problematizadas e enfrentadas”, diz. Segundo ela, a partir das propostas enviadas pela comunidade serão construídas estratégias de formação, pensadas em coletivo. A proposta é desenvolver ações descentralizadas nos departamentos, nos Centros de Estudos e nas demais unidades e setores para fortalecer e construir uma cultura antirracista.

Fonte: AEN

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