Projeção do Focus de alta do PIB de 2022 passa de 2,65% para 2,67%

Considerando apenas as 49 respostas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa para o PIB no fim de 2022 seguiu em 2,70%. No caso de 2023,...

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Por Agência Estado

O mercado financeiro continuou a melhorar as estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, aponta o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 26. A projeção para a alta do PIB em 2022 passou de 2,65% para 2,67%, 13ª alta seguida, contra 2,10% há um mês. Já a estimativa para a expansão do PIB em 2023 permaneceu em 0,50%, ante 0,37% um mês antes.

Considerando apenas as 49 respostas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa para o PIB no fim de 2022 seguiu em 2,70%. No caso de 2023, também houve 49 atualizações nos últimos cinco dias úteis, com variação da mediana de 0,50% para 0,58%.

O Relatório Focus ainda mostrou alta na projeção para o crescimento do PIB em 2024, de 1,70% para 1,75%. Para 2025, a mediana foi mantida em 2,00%. Quatro semanas atrás, as taxas eram de 1,80% e 2,00%, respectivamente.

Superávit primário

O Focus também mostrou nesta segunda prognóstico mais favorável para a relação entre resultado primário e o PIB deste ano, com o superávit previsto subindo de 0,75% para 0,90%. Há um mês, o porcentual era de 0,30% do PIB. Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2022 passou de 6,70% para 6,40%, contra 6,80% de um mês atrás.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

O relatório ainda trouxe alteração na projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2022. A mediana passou de 58,70% para 58,40%, de 59,00% um mês atrás.

Para 2023, a estimativa para a dívida líquida em relação ao PIB passou de 63,17% para 63,23%, de 63,50% há um mês. A mediana para o déficit primário continuou em 0,50%. Para o rombo nominal, a estimativa permaneceu em 7,70%. Os porcentuais eram negativos em 0,49% e 7,70%, respectivamente, há quatro semanas.

Balança comercial

Os economistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de superávit da balança comercial em 2022 de US$ 65,00 bilhões para US$ 62,00 bilhões, ante US$ 68,06 bilhões de um mês atrás. Para 2023, a projeção variou de US$ 60,00 bilhões para US$ 59,90 bilhões, ante US$ 60,00 bilhões de quatro semanas antes.

No caso da projeção de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos em 2022, a mediana passou de US$ 26,52 bilhões para US$ 27,03 bilhões, contra US$ 18,50 bilhões de um mês atrás. Em 2023, a projeção para o rombo em transações correntes variou de US$ 32,00 bilhões para US$ 31,82 bilhões. Há um mês, a expectativa era deficitária em US$ 30,00 bilhões.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o rombo em transações correntes nesses anos. A mediana das previsões para o IDP em 2022 passou de US$ 60,00 bilhões para US$ 61,00 bilhões, ante US$ 58,00 bilhões de um mês atrás. Para 2023, variou de US$ 66,00 bilhões para US$ 65,00 bilhões, de US$ 65,50 bilhões há quatro semanas.

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