Seleção feminina mostra força ofensiva e arrasa a África do Sul em 2º amistoso

Depois de passar apuros no primeiro amistoso, na sexta-feira, desta vez a apresentação teve segurança e um ritmo forte e intenso desde o apito inicial. Após...

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Por Agência Estado

Duas vitórias, nove gols anotados e nenhum sofrido. O saldo dos amistosos com a África do Sul foi excelente à seleção brasileira feminina, sobretudo pela apresentação desta segunda-feira. Com grande ímpeto ofensivo, a equipe de Pia Sundhage goleou por 6 a 0 e ainda criou muitas outras chances para buscar um placar mais arrasador. Debinha anotou dois bonitos gols e comandou a esquadra verde e amarela. Kerolin e Ludmila tiveram gols anulados por impedimentos, o segundo equivocadamente.

Depois de passar apuros no primeiro amistoso, na sexta-feira, desta vez a apresentação teve segurança e um ritmo forte e intenso desde o apito inicial. Após reclamar que não gostou do que viu no primeiro jogo, Pia Sundhage acertou a seleção e viu progresso com suas comandadas ligadas e demonstrando enorme disposição.

Três dias depois de ganhar por 3 a 0 das rivais em Johanesburgo, Pia Sundhage optou pela volta de Bia Zaneratto desde o início no comando do ataque. Descontente com alguns erros apresentados no primeiro amistoso, a treinadora cobrava mais compactação e volume ofensivo.

E o Brasil começou em cima da África do Sul em Durban, com impressionante postura agressiva. Aos três minutos, Tamires exigiu boa defesa de Swart. A goleira, porém, acabou sendo decisiva para o primeiro gol brasileiro. A pressa em mandar para frente custou erro grotesco. Ela bateu em cima da zagueira e a bola sobrou nos pés de Adriana, que fez 1 a 0 logo com quatro minutos.

Jogando no campo ofensivo, o Brasil ainda viu Bia Zaneratto ficar no quase em dois lances seguidos, com menos de 10 minutos, primeiro em cabeçada que raspou a trave e depois ao bater para defesa de Swart. Diferentemente do primeiro amistoso, desta vez a seleção de Pia Sundhage foi arrasadora, atacando o tempo todo.

Mas a seleção demorou para ampliar. O amplo domínio virou vantagem no placar após lançamento longo de Antonia já nos acréscimos. Debinha anotou seu 55° gol com a camisa da seleção em belo toque por cobertura.

O Brasil voltou do intervalo sem baixar a guarda e com disposição para ampliar. Logo aos três minutos, Swart derrubou Bia Zaneratto na área. Pênalti bem batido pela atacante. O massacre se transformou em goleada três minutos mais tarde, em contragolpe.

Cara a cara, Debinha bateu e Swart salvou, Adriana pegou o rebote e foi travada pela defensora, mas a bola sobrou para Duda, livre, fazer 4 a 0 e partir para a dancinha. A zagueira Kethellen ampliou em jogada área, aos 13.

Daí em diante, Pia Sundhage optou por rodar o elenco e fez as cinco modificações. Debinha teve chance em novo lance de frente da goleira e errou. Se redimiu logo depois, em cabeçada com estilo: 6 a 0. O vexame africano não foi maior por causa de dois gols anulados na reta final e uma bola na trave de Kerolin em apresentação de gala do Brasil contra um frágil oponente.

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