Lula promete renegociar dívidas da população com prefeituras e empresas

“Esse é um compromisso nosso para que o povo possa voltar a sorrir e tenha o nome limpo no Serasa”, disse o ex-presidente durante entrevista à...

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Por Agência Estado

O candidato à Presidência pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, prometeu nesta quarta-feira (31) renegociar as dívidas das famílias brasileiras caso seja eleito. Segundo o petista, 22% dessas dívidas são de contas de água e luz e podem ser negociadas com prefeituras e empresas.

“Esse é um compromisso nosso para que o povo possa voltar a sorrir e tenha o nome limpo no Serasa”, disse o ex-presidente durante entrevista à Rádio Clube, do Pará. “É preciso que a gente garanta a limpeza do nome dessas pessoas para que elas voltem a andar de cabeça erguida”, continuou.

Como mostrou o Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o grupo de economistas ligado à Fundação Perseu Abramo elabora um programa de renegociação, que englobaria dívidas, bancárias ou não, por meio de diferentes instrumentos. Na conta oficial de Lula no Twitter, o programa já foi mencionado.

Durante a entrevista desta quarta-feira, Lula reforçou que, para alavancar o crescimento do País, o governo tem que dar o pontapé inicial. A linha desenvolvimentista, com a presença de um Estado indutor, guia a equipe econômica do PT.

Orçamento secreto

Na entrevista, Lula também afirmou que, se eleito, vai acabar com o orçamento secreto, mecanismo usado pelo governo Jair Bolsonaro (PL) para angariar apoio no Congresso e revelado pelo Estadão. O petista classificou o aparato como “a farra do boi”.

“Imagina o Orçamento Secreto? Se fosse uma coisa boa, honesta, por que ser secreto? Então veja, eles estão gastando o que tem e o que não tem. É a farra do boi”, criticou. Se eleito, o petista afirmou que acertará com o Congresso uma “coisa mais séria, mais decente e mais digna”. Em entrevistas recentes, Lula tem sinalizado para a criação de um “orçamento participativo”.

Na entrevista, Lula defendeu ainda a criação de uma renda básica. “A gente vai ver que todos os países do mundo vão ter que adotar. O papel do Estado é ajudar as pessoas mais necessitadas, tem que ter programa sério”, enfatizou. Segundo ele, além do programa de transferência de renda, o governo deve oferecer políticas públicas voltadas para a geração de emprego, oferta de casa e luz, por exemplo.

O petista também prometeu recriar o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social, com aproximadamente 100 pessoas, para envolver a sociedade nas discussões de governo. Disse também que vai retomar conferências nacionais para definir políticas públicas.

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