
Sônia Toguti: um ano depois, bárbaro crime não foi esclarecido
Vítima foi encontrada morta em banheiro de apartamento em chamas; suspeito apontado em investigação foi inocentado…...
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Por Mariana Lioto
Hoje (26) completa exatamente um ano de um crime que chocou Cascavel: o Corpo de Bombeiros foi chamado até um apartamento no Cancelli e ao chegar lá encontrou a dona do apartamento morta no banheiro, ferida a faca, em meio a um incêndio. Tudo indica que ela foi morta e o bandido tentou incendiar o imóvel para dificultar a investigação. Até hoje a autoria do crime não foi esclarecida.
Sônia Toguti tinha 47 anos e o caso foi classificado como latrocínio (roubo seguido de morte). A informação é que ela teria dinheiro no apartamento. Imagens do prédio resgatadas na época, mas com baixa qualidade, mostraram um suspeito na região. Dias depois do crime um rapaz de 19 anos foi detido acusado da morte. Segundo a Polícia Civil ele chegou a confessar o delito, mas em juízo ele voltou atrás.
O rapaz que é usuário de entorpecentes foi colocado em liberdade em julho, após cinco meses na prisão, depois que as amostras DNA dele foram confrontadas com as encontradas no corpo da vítima, sem coincidência. Ele acabou punido apenas por ter danificado uma viatura no dia da detenção.
A apuração indicou sinais de abuso sexual e os ferimentos no corpo da vítima mostram que ela tentou se defender. Ela tinha inclusive resíduos embaixo da unha que apontam para dois padrões genéticos diferentes de indivíduos do sexo masculino.
Procurada pela CGN a Polícia Civil afirmou que não há nenhuma diligência em andamento por parte do órgão. Eles afirmam que o inquérito foi concluído com o relatório final logo após a prisão do autor apurado na oportunidade. Segundo eles, depois que o inquérito é encaminhado para o Ministério Público ele se transforma em ação penal e novas diligências podem ser realizadas se houver requisição do MP para isso.
A CGN procurou o MP que não passou informações sobre o andamento caso. No processo público, a última movimentação ocorreu em dezembro quando foi juntado um laudo que comprovou que há resíduos de sêmen na amostra vaginal coletada na vítima.
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