
Dez meses após suspensão, Unioeste reavalia concurso do HU e diz que devolverá taxa de inscrição a quem pedir
Quase sete mil pessoas se inscreveram, mas ainda não há prazo para desfecho…...
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Por Mariana Lioto
No início de maio do ano passado quase sete mil candidatos que se inscreveram para o concurso do HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná) foram surpreendidos com a informação da suspensão da prova, dois dias antes da aplicação.
A gestão anterior da Unioeste foi encerrada sem um desfecho para o caso e passados praticamente dois meses que a nova gestão assumiu, os candidatos desejam saber o que vai ser feito: a prova será remarcada ou o concurso será suspenso de vez?
O reitor Alexandre Weber afirma que um levantamento está sendo feito, para verificar quantos cargos a universidade tem e quais ainda precisam da anuência do governo para que haja contratação. Não há um prazo para que estas definições sejam concluídas.
“Pode haver decisões diferentes para diferentes cargos”, comenta, ele exemplifica que os médicos, por exemplo, estão com a contratação via terceirização que foi autorizada pela justiça e é considerada pacificada, “já para os cargos de técnico de enfermagem e enfermeiro temos a maior deficiência”.
Logo após a suspensão foi aberto um prazo para candidatos pedirem a devolução da taxa de inscrição. Segundo Weber, mesmo com o prazo esgotado foi decidido conceder a devolução do valor aos candidatos que solicitarem. Segundo ele, o candidato deve procurar a instituição
A suspensão já dura quase dez meses e na época havia candidatos se preparando para a prova há muito tempo. Alguns, inclusive são de outras cidades e já estavam em Cascavel para o exame, tendo gastos com deslocamento e hospedagem. Na época foi informado que seria possível pedir o ressarcimento destes gastos para a instituição. Para a atual gestão, isso está descartado.
“Não existe como a Unioeste ressarcir despesas por decisão administrativa. Sabemos que candidatos gastaram e se eles consideram que foram prejudicados terão que buscar a via judicial. Se fizermos o pagamento de outra maneira seria uma ilegalidade”, pontua o reitor.
Na época da suspensão o Governo do Estado afirmou que os gastos das contratações decorrentes do concurso não estavam previstos, por isso houve a suspensão. Na época havia uma decisão judicial proibindo a contratação de médicos via terceirização com prazo prestes a se esgotar. Antes que os médicos deixassem o hospital, no entanto, a decisão foi revista, autorizando a contratação fora do concurso.
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