Atuesta desencanta e espera que gol lhe ajude a ter sequência no Palmeiras

“Acho que é importante porque já tinha conseguido fazer assistência e bons jogos em várias posições e um dos objetivos que faltava era fazer gol e...

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Por Agência Estado

Demorou 38 partidas para sair o primeiro gol de Eduard Atuesta com a camisa do Palmeiras. Ainda em adaptação ao futebol brasileiro, o meio-campista colombiano balançou as redes na vitória sobre o Goiás por 3 a 0. Ele espera que o gol lhe dê confiança para que dê sequência ao processo de evolução no clube paulista.

“Acho que é importante porque já tinha conseguido fazer assistência e bons jogos em várias posições e um dos objetivos que faltava era fazer gol e essa marca individual para continuar evoluindo e conseguindo confiança”, disse o atleta de 25 anos.

Atuesta foi revelado pelo Independiente Medellín e jogou as últimas quatro temporadas nos Estados Unidos. Teve boas apresentações pelo Los Angeles FC, destacando-se, principalmente, pelas assistências e pela inteligência para encontrar os espaços. Também se destacou pela qualidade nas bolas paradas. Era visto como um maestro. Foram esses atributos que chamaram a atenção do Palmeiras, que trouxe o atleta com um contrato de cinco anos.

O colombiano, porém, não repetiu no Palmeiras as apresentações que protagonizou nos Estados Unidos. Tímido, ele admitiu que encontrou dificuldades para se adaptar ao futebol brasileiro. O calendário exaustivo, com excesso de jogos, e a alta competitividade em relação ao que tinha encontrado na MSL foram obstáculos para ele nesse processo.

“É muito diferente, ainda mais quando você tem de jogar vários torneios e tem muitos jogadores competitivos”, explicou. “O professor tem que acomodar as coisas para o bem do conjunto, nós temos que estar prontos para fazer o que ele planeja. Preciso estar pronto e 100% em cada jogo e treinamento para ganhar”.

Se na MLS atuava mais como armador, no Palmeiras Atuesta tem de ajudar na marcação, embora também tenha liberdade para construir as jogadas e finalizar de fora da área, como fez contra o Goiás, acertando um bonito chute de esquerda perto do ângulo.

“Muitas vezes vou jogar bonito e fazer um gol bonito. Em outras vezes só tenho que entrar e marcar”, explicou. “É um time competitivo, ganhamos o que ganhamos por estarmos prontos para fazer o que é preciso. Claro que queria fazer gol todo jogo, mas às vezes tenho que correr e brigar no jogo para que meus companheiros possam fazer mais coisas”.

O problema para Atuesta é que ele enfrenta um forte concorrência interna no meio de campo palmeirense. Os titulares são Danilo e Zé Rafael. E Gabriel Menino está à frente do colombiano entre os suplentes, como reconheceu o técnico Abel Ferreira. O português fez elogios ao atleta, que “treina sempre o melhor que pode e sabe”.

“Nós não contratamos o Atuesta pra seis meses. Foi contratado para cinco anos. Quer evoluir e percebe a intensidade e ritmo do jogo. Agora, é verdade que a concorrência pra essa posição é muito forte”, disse Abel.

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