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Boletim mostra o passo a passo do PM que matou seis familiares, dois pedestres e se suicidou

O policial militar Fabiano Junior Garcia esteve em cinco endereço onde matou a esposa, três filhos, mãe, irmão e dois pedestres escolhidos de forma aleatória...

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Por Fábio Wronski

A equipe da CGN teve acesso ao boletim de ocorrência que retrata o passo a passo do policial militar Fabiano Junior Garcia que matou oito pessoas entre a noite de ontem, quinta-feira (14), e a madrugada desta sexta-feira (15), entre Céu Azul e Toledo.

Segundo as informações, na noite de ontem, o militar matou a esposa Kassiele Moreira e a filha (A. M. G.) na residência do casal, na Rua Rui Barbosa, 551.

Na sequência, deslocou até a casa da mãe, Irene Garcia, na Rua Boa Esperança, 735, onde a matou e também executou o irmão, Claudiomiro Garcia.

Após sair do imóvel, ele acabou matando dois pedestres, a princípio, escolhidos aleatoriamente, sendo o primeiro K. F. S. da S., 17 anos, na Rua Getúlio Vargas, 761, e o segundo, Luiz Carlos Becker, 19 anos, na Rua Paraíba, 48.

O policial ainda deslocou até o município de Céu Azul, onde outros dois filhos moravam com os tios, executando o menino (M. A. da S. G.) e a menina (K. R. da S. G.).

Após matar as oito pessoas, o policial retornou à casa localizada na Rua Rui Barbosa, onde morava com a esposa, sendo que a residência estava tomada de policiais.

Quando os militares visualizaram o carro de Fabiano, procuraram abrigo pois não sabiam o que poderia ocorrer. Conforme a descrição, o Vectra de cor branca, placas CJX-4F75 subiu a rua em baixa velocidade e parou na esquina com a Rua Epitáfio.

Com o carro estacionado, o policial teria atirado contra a própria cabeça, se suicidando.

Ainda com muita cautela, as equipes que estavam no local atiraram contra o radiador e o pneu do carro, com o objetivo de inviabilizar uma fuga, e quando se aproximaram, encontraram Fabiano morto.

Uma equipe do Samu foi acionada e constatou o óbito do militar, sendo que o corpo foi recolhido para exames de necropsia no IML de Toledo.

Foram apreendidos, além do carro, munições, carregadores, uma faca e a arma funcional do policial.

As informações são de que Irene (a mãe) foi morta com facadas, enquanto as demais vítimas foram executadas com tiros à queima-roupa.

Em nota, o comando do 19º BPM de Toledo afirmou que o militar era motorista do oficial CPU e não apresentava histórico de problemas psicológicos. Veja a nota completa:

A Polícia Militar está consternada e lamenta profundamente o ocorrido nas cidades de Toledo-PR e Céu Azul-PR.

O policial militar que prestava serviços no 19º Batalhão em Toledo não tinha histórico de problemas psicológicos e atuava como motorista do Coordenador do Policiamento da Unidade.

Desde dezembro de 2020 a região conta com o apoio do programa PRUMOS, que disponibiliza atendimento psicológico aos militares, com profissionais contratados para atuar nas Organizações Policiais Militares.

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