Etanol/ANP: preço cai em 25 Estados e no DF na semana; média nacional recua 4,3%

Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média caiu 4,14%, de R$ 4,392 para R$ 4,210 o litro. Goiás...

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Por Agência Estado

Os preços médios do etanol hidratado caíram em 25 Estados e no Distrito Federal na semana passada, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. A exceção foi o Estado do Amapá, onde a cotação do biocombustível manteve-se estável. Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol recuou 4,3% na semana em relação à anterior, de R$ 4,723 para R$ 4,520 o litro.

Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média caiu 4,14%, de R$ 4,392 para R$ 4,210 o litro. Goiás foi a unidade da Federação com maior recuo porcentual de preços na semana, de 7,69%, de R$ 4,615 para R$ 4,260 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,630 o litro, em Mato Grosso. Já o preço máximo na semana foi registrado no Acre, a R$ 7,290 o litro. O menor preço médio estadual foi observado em Mato Grosso, de R$ 4,030 o litro, enquanto o maior preço médio estadual foi verificado no Amapá, de R$ 6,500.

Na comparação mensal, o preço médio do biocombustível no País caiu 11,08%. O Estado com maior baixa porcentual no período foi Mato Grosso, com 17,82% de desvalorização mensal do etanol.

Competitividade

O etanol manteve-se mais competitivo do que a gasolina em apenas dois Estados, na semana passada: Mato Grosso e São Paulo. É o que mostra o levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas. Os critérios consideram que o etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, tenha um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso.

Em Mato Grosso, a paridade é de 62,77%, enquanto em São Paulo atinge 69,02%. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol está com paridade de 69,65% ante a gasolina, portanto mais favorável do que o derivado do petróleo.

Executivos do setor afirmam que o etanol pode ser competitivo com paridade maior do que 70% a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

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