Dólar ensaia recuperação focando alta ante pares emergentes e com cautela fiscal

Os investidores estão digerindo a fala do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, nesta manhã em evento em Lisboa, Portugal. Campos Neto disse, mais...

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Por Agência Estado

O dólar ensaia uma recuperação no mercado local na manhã desta segunda-feira, 27, após oscilar em baixa nos primeiros negócios. Os investidores operam atentos à valorização do dólar ante pares emergentes latino americanos nesta manhã e sob cautela fiscal interna.

Os investidores estão digerindo a fala do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, nesta manhã em evento em Lisboa, Portugal. Campos Neto disse, mais cedo, que a economia deve ter desaceleração no segundo semestre por conta do processo de aperto monetário. “Brasil ainda tem componente de aceleração da inflação”, disse.

Campos Neto afirmou também que o Brasil ainda tem fatores de aceleração da inflação, como o componente fiscal, embora os últimos dois dados tenham sido, pela primeira vez, dentro da expectativa. “Acreditamos que o pior momento da inflação já passou. Temos algumas medidas desenhadas pelo governo que precisamos entender qual é o impacto no processo inflacionário, ainda não está claro.”

A queda inicial refletiu ajustes ao recuo do dólar ante pares principais no exterior nesta manhã (DXY), após a moeda americana fechar a R$ 5,2527 na sexta-feira, acumulando alta semanal de 2,11% e com o maior nível de fechamento desde 8 de fevereiro. A alta das commodities é monitorada também. O petróleo mostra ganho limitado, mas o minério de ferro subiu 4,17% em Qingdao, na China, cotado US$ 120,25 a tonelada.

A queda da moeda americana foi limitada, mais cedo, pelo avanço dos retornos dos Treasuries, que renovaram máximas nesta manhã. Os investidores analisam também o impacto fiscal e na inflação do anúncio feito hoje pelo governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, de que o Estado está aplicando imediatamente a redução da alíquota de ICMS da gasolina de 25% para 18%.

O anúncio vem após o presidente Jair Bolsonaro sancionar, na sexta-feira, o teto na cobrança do imposto estadual sobre os combustíveis. A perda estimada é de mais de R$ 4 bilhões ao ano. Na sexta, os juros futuros e o dólar fecharam em alta com o qualitativo ruim do IPCA-15 e pessimismo com o cenário fiscal com os ajustes na PEC dos Combustíveis. Bolsonaro vetou a compensação a Estados que reduzissem o ICMS sobre diesel e gás de cozinha e, assim, poderia usar os recursos de em torno de R$ 30 bilhões para benefícios sociais.

Mais cedo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,13% na terceira quadrissemana de junho, ganhando força em relação à alta de 0,04% observada na segunda quadrissemana deste mês, segundo a Fipe.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) acelerou a 2,81% em junho, após alta de 1,49% em maio, informou nesta segunda-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o aumento na margem, a taxa acumulada em 12 meses pelo índice avançou de 11,20% para 11,75% no período.

E o Índice de Confiança da Construção (ICST) avançou 1,2 ponto em junho, a 97,5 pontos, após registrar 96,3 pontos em maio, informou a FGV. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,5 ponto.

Às 9h42 desta segunda, o dólar à vista subia 0,26%, a R$ 5,2646. O dólar para julho ganhava 0,35%, a R$ 5,2735, em semana de rolagem de contratos cambiais em meio à proximidade do fechamento da Ptax referencial de junho, na sexta-feira, dia 29/6.

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