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Adapar alerta sobre suspensão do agrotóxico carbendazin.Foto: José Fernando Ogura/AEN

Nota técnica da Adapar alerta sobre suspensão do agrotóxico carbendazin

A suspensão vale até a conclusão do processo de reavaliação toxicológica feito pela própria agência. A análise pode levar ao banimento do produto ou à sua......

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Por CGN

Adapar alerta sobre suspensão do agrotóxico carbendazin.Foto: José Fernando Ogura/AEN

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) emitiu uma
Nota Técnica

nesta quinta-feira (23) em razão da suspensão cautelar da importação, produção, distribuição e comercialização do ingrediente ativo carbendazin e seus produtos técnicos, determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 22 de junho.

A suspensão vale até a conclusão do processo de reavaliação toxicológica feito pela própria agência. A análise pode levar ao banimento do produto ou à sua manutenção no mercado, com a adoção de medidas para reduzir os riscos decorrentes do seu uso.

Os aspectos toxicológicos que motivaram a reavaliação do carbendazim são as suspeitas de mutagenicidade, carcinogenicidade, toxicidade para o desenvolvimento e toxicidade reprodutiva. “Diante da decisão da Anvisa, está proibida a comercialização de agrotóxicos com ingrediente ativo Carbendazin a partir da data de 22 de junho de 2022 em todo território nacional”, diz a nota da Adapar.

O documento esclarece que o despacho da Anvisa não aponta restrição de uso para os produtos comercializados antes dessa data e que já se encontram em poder dos agricultores. No entanto, a nota reforça o alerta de que os profissionais de agronomia não deverão emitir receitas agronômicas recomendando o uso de produtos que contenham o ingrediente ativo carbendazin em sua formulação.

O uso deste ativo vem caindo desde 2018 no Paraná, quando chegou a 1.293 toneladas. Em 2021, foram 821 toneladas, representando 0,71% de todo o agrotóxico utilizado naquele ano, que foi de pouco mais de 115 mil toneladas. A cultura da soja recebeu 73,12% do total, seguido do trigo, com 15,95%, feijão, com 8%, e milho, com 2,64%.

Fonte: AEN

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