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Bolsas da Europa fecham maioria em queda após alerta da Apple sobre coronavírus

Ontem, a Apple informou que a paralisação de fábricas chinesas reduzirá a oferta global de iPhones e que a demanda por seus produtos no país asiático...

Publicado em

Por Agência Estado

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda nesta terça-feira, 18, apenas com Milão fugindo à regra, um dia depois de a Apple alertar que pode não cumprir suas previsões para o primeiro trimestre por conta dos impactos do coronavírus. Indicadores fracos e balanços decepcionantes também pressionaram os mercados e fizeram o índice pan-europeu Stoxx 600 encerrar com queda de 0,38%, em 430,32 pontos.

Ontem, a Apple informou que a paralisação de fábricas chinesas reduzirá a oferta global de iPhones e que a demanda por seus produtos no país asiático também ficará mais contida. Com isso, a empresa concluiu que não conseguirá registrar receita entre US$ 63 milhões e US$ 67 milhões no primeiro trimestre de 2020, conforme projetado anteriormente. Para o Pantheon Macroeconomics, o alerta da gigante americana é um exemplo “representativo” do que ainda está por vir como consequência do surto.

A notícia fez com que a maior parte dos mercados europeus operasse hoje em território negativo. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em queda de 0,69%, a 7.382,01 pontos. As ações do HSBC, que divulgou balanço com resultados fracos para o quarto trimestre de 2019, lideraram as perdas no mercado inglês, com recuo de 6,57%. Já a mineradora Glencore, que também teve balanço decepcionante, sofreu tombo de 4,46%.

Na Alemanha, o mau humor também pode ser atribuído à divulgação do índice ZEW de expectativas econômicas. O indicador caiu de 26,7 pontos em janeiro para 8,7 pontos em fevereiro, bem abaixo das expectativas. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,75%, a 1.3681,19 pontos.

No entendimento do ING, o cenário econômico alemão é prejudicado por uma crise no setor industrial, com a redução da demanda da China por conta do coronavírus. “A Alemanha corre o risco de se tornar o ‘homem doente da Europa’ a não ser que reformas estruturais e investimentos sejam implementados”, analisa o economista-chefe do banco, Carsten Brzeski.

Na contramão das demais bolsas europeias, em Milão, o índice FTSE MIB fechou o pregão em alta de 0,41%. O desempenho foi sustentado pelo UBI Banca, cujas ações dispararam 23,55%, após o banco italiano receber inesperada oferta de compra do Intesa Sanpaolo, no valor de 5,02 bilhões de euro.

Em Madri, o índice Ibex 35 recuou 0,16%, 10.005,80. Já Na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 caiu 0,15%, a 5.389,136 pontos.

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