Austrália vence Peru nos pênaltis e conquista vaga na Copa do Mundo do Catar

A estratégia de Redmayne chamou a atenção. Ele saltitava de um lado para o outro, movimentando os braços para tentar distrair os adversários. Na maioria das...

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Por Agência Estado

O goleiro Redmayne saiu do banco de reservas no último minuto da prorrogação, dançou debaixo da trave durante a decisão por pênaltis e colocou a Austrália na Copa do Mundo. O jogador australiano defendeu a última cobrança da Repescagem Mundial das Eliminatórias, contra o Peru, nesta segunda-feira, e garantiu a classificação de sua seleção, depois de um empate sem gols que persistiu até a prorrogação no Ahmad Bin Ali, em Al Rayyan, no Catar.

A estratégia de Redmayne chamou a atenção. Ele saltitava de um lado para o outro, movimentando os braços para tentar distrair os adversários. Na maioria das vezes, não deu certo, mas funcionou no momento mais decisivo, quando defendeu a cobrança de Valera e colocou a Austrália no Grupo D da Copa, junto de França, Dinamarca e Tunísia. Do outro lado, resta uma enorme frustração para uma nação que parou. O governo até decretou feriado nacional para todos acompanharem ao jogo. Não à toa, o estádio estava tomado por peruanos.

Aliados às melodias ininterruptas executadas pela torcida peruana, o vermelho e o branco predominantes nas arquibancadas compuseram um clima de decisão à altura daquilo que estava em jogo no Ahmad bin Ali. Já o futebol apresentado pelas duas equipes ficou longe de atingir a mesma beleza da festa protagonizada pelos torcedores sul-americanos. O primeiro tempo começou com investidas ofensivas de ambos os lados, mas nenhuma grande chance foi criada.

O Peru chegou a ter alguns momentos de domínio da posse de bola, que não renderam jogadas mais incisivas por falta de inspiração do meio de campo, cenário repetido durante o segundo tempo. O ex-são-paulino Cueva, um dos principais nomes do setor, teve uma atuação bastante tímida e apareceu apenas em lances esporádicos. Em um deles, levou perigo ao finalizar de dentro da área após jogada individual. O nome mais consistente em campo para o lado peruano era experiente lateral Advíncula.

A Austrália, por sua vez, só começou a desenvolver uma produção ofensiva mais consistente a partir do momento em que o atacante Awer Mabil entrou em campo no lugar de Duke. Ele deu uma nova dinâmica ao time e criou a melhor chance da partida, nos minutos finais do tempo regulamentar, quando cruzou da linha de fundo e viu Hrustic forçar Gallese a fazer uma boa defesa para evitar o gol.

A decisão foi para a prorrogação, sem nenhuma mudança na configuração da partida. Alguma dose de emoção foi gerada no segundo tempo, graças a uma bola na trave após cabeceio de Édison Flores, mas nenhuma outra boa chance foi criada depois disso. Perto do apito final, já pensando na disputa de pênaltis, o técnico Graham Arnold colocou o goleiro reserva Ryan no lugar do titular, Redmayne.

Pelo lado do Peru, Gareca seguiu com Gallese na meta e viu o goleiro defender logo o primeiro pênalti australiano, cobrado por Boyle. Na primeira cobrança peruana, Redmayne colocou em prática a estratégia de ficar se movimentando, em uma espécie de dança, para distrair Lapadula, que bateu firme e converteu.

Na sequência, Mooy empatou para a Austrália e Callens recolocou o Peru em vantagem, antes de Goodwin empatar novamente e Advíncula bater na trave. Hrustic converteu a cobrança seguinte e transferiu a pressão aos peruanos, que viram Tapia acertar a rede para aliviar a situação. Maclaren e Édison Flores também acertaram, portanto a série inicial de cinco cobranças terminou empatada por 4 a 4. Nas alternadas, Mabil converteu para a Austrália e Redmayne, enfim, viu sua estratégia dar certo ao defender o chute de Valera.

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