‘Grease – O Musical’ atualiza a nostalgia dos anos 1950

“Como a trama se passa nos anos 1950, ou seja, muito longe dos recursos tecnológicos de hoje, a relação pessoal e presencial se torna muito mais...

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Por Agência Estado

Quando decidiu comandar uma nova versão de Grease – O Musical, o produtor e diretor Ricardo Marques sabia que precisava seguir à risca um preceito básico do espetáculo que estreou em 1971 em Chicago: o elenco deveria ter uma idade aproximada à de seus personagens, jovens de um colégio americano onde predominam amizades verdadeiras, hormônios em fúria, ciúmes mesquinhos e corridas de carrões.

“Como a trama se passa nos anos 1950, ou seja, muito longe dos recursos tecnológicos de hoje, a relação pessoal e presencial se torna muito mais importante”, diz ele, que comanda o musical que estreia na sexta, 17, no Teatro Claro SP, com elenco de 23 atores notadamente jovem.

“Era o momento do pós-guerra, o que deixava aquela juventude ainda mais transgressora, em busca de uma outra realidade que a vivida por seus pais e avós”, observa o ator Robson Lima, que vive Danny Zuko, cuja arrogância nervosa lidera a gangue do Burguer Palace Boys, rapazes com jaquetas de couro e muito gel no cabelo como forma de afirmação.

O papel foi consagrado por John Travolta na versão cinematográfica de muito sucesso, de 1978. Travolta, aliás participou da montagem original no teatro.

A história se passa na Califórnia de 1959 e Zuko volta das férias inebriado por uma garota que conheceu, a “boa menina” Sandy Dumbrowski. O que ele não espera é reencontrá-la como nova aluna de seu colégio, onde sua fama de durão não combina com a candura da garota.

“Com o desprezo dele, Sandy se aproxima das Pink Ladies a fim de se enturmar e até abre mão de sua personalidade”, conta Luli, que vive a menina jovial.

O grande lance da história é que Sandy deixará de lado a timidez e o conformismo para, no final, se impor. “Grease trata dessa quebra de padrões, de uma juventude que buscava justamente romper as regras.”

Gangue

De fato, o título do musical se inspira nos “greasers”, gangues de rua dos EUA que se tornaram populares graças à rebelião aos modos e costumes da época . No palco, isso é observado na facilidade com que os jovens bebem e fumam, além das relações pessoais mais próximas.

“O valor do encontro, do toque, do beijo é muito valorizado, diferente do que acontece hoje”, comenta Júlio Oliveira, intérprete de Sonny, o garoto latino da gangue de Zucko.

E esse turbilhão de sentimentos é notada na atlética e vigorosa coreografia de Elcio Bonazzi que, em 17 números, transforma sensações em movimentos de tirar o fôlego.

“Como se trata de um espetáculo novo, fomos descobrindo os caminhos à medida em que aconteciam os ensaios”, comenta ele.

Explica-se: essa versão nacional de Grease segue os parâmetros da que estreou em Londres no dia 3 de maio, com novas canções e totalmente repaginada.

“É tudo muito recente: as músicas ganharam novos ritmos, mais rápidos, mas eram desconhecidas, fomos descobrindo sua estrutura aos poucos”, observa o diretor musical Paulo Nogueira.

O que ajudou é o fato de Ricardo Marques também ser um dos produtores da montagem londrina, em seu projeto no West End que já conta com De Volta Para o Futuro – O Musical, em cartaz na capital inglesa.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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