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Governo do Paraná, por meio da Araucária e SETI, formaliza a criação da Cátedra Araucária para o Desenvolvimento Territorial Sustentável do Eixo Capricórnio -Foto: Moisés Bonfim/UNILA

Mais de 30 instituições aderem à Cátedra Araucária para o desenvolvimento sustentável

A cerimônia foi realizada no Parque Nacional do Iguaçu e contou com a participação de diversas autoridades acadêmicas e governamentais de estados e países englobados pelo......

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Por CGN

Governo do Paraná, por meio da Araucária e SETI, formaliza a criação da Cátedra Araucária para o Desenvolvimento Territorial Sustentável do Eixo Capricórnio -Foto: Moisés Bonfim/UNILA

O Governo do Paraná, por meio da Fundação Araucária, assinou nesta sexta-feira (03), o protocolo de intenções de criação da Cátedra Araucária para o Desenvolvimento Territorial Sustentável do Eixo Capricórnio (América do Sul, África, Austrália e Polinésia Francesa). O documento simboliza a adesão de mais de 30 instituições de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) à iniciativa.

A cerimônia foi realizada no Parque Nacional do Iguaçu e contou com a participação de diversas autoridades acadêmicas e governamentais de estados e países englobados pelo Eixo Capricórnio, além de parceiros da Araucária.

O principal objetivo da Cátedra é estimular e integrar as pesquisas científicas e a inovação técnica focadas no desenvolvimento territorial sustentável, tendo como referência geopolítica o Eixo Capricórnio, em um contexto de mudanças climáticas e de transformação digital.

“Essa ação se insere no olhar futuro do Paraná para a região Oeste e, consequentemente, para o desenvolvimento socioeconômico do Estado. Essa Cátedra trata da chamada diplomacia da ciência que envolve instituições paranaenses, sul-mato-grossenses, catarinenses, paraguaias, argentinas e chilenas para trabalhar de forma integrada os estudos que são necessários para avançarmos no desenvolvimento sócio, econômico, político e regional”, disse o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig.

O evento encerrou o seminário que contou com quatro dias de apresentações online de iniciativas e programas de instituições envolvidas na construção da Cátedra e que estão localizadas nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, e em países como Argentina, Paraguai, Austrália, França, Moçambique e Chile, dentre outros.

Nessas exposições puderam ser identificadas áreas afins para a construção da Cátedra. Os eventos contaram com a participação de aproximadamente 100 pessoas.

Para o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Fábio Zabot Holthausen, a iniciativa é muito importante no sentido de proporcionar uma maior integração das academias e dos pesquisadores em prol de temas comuns, especialmente o desenvolvimento territorial sustentável.

“Todos vivemos a partir de recursos escassos, em ambientes escassos, em que precisamos gerar o desenvolvimento dos nossos territórios, especialmente ligados ao interior dos nossos estados. Por meio desta ação, e dos estudos que irá nos proporcionar, vamos poder entender melhor as necessidades e tomar decisões mais assertivas”, disse Holthausen.

Entre as atividades que poderão ser executadas a partir deste protocolo de intenções estão: intercâmbio institucional de docentes, técnico- administrativos e discentes de graduação e de pós-graduação; desenvolvimento de atividades de ensino e/ou pesquisa relacionadas às áreas de atuação dos partícipes; e organização de simpósios, conferências, cursos de curta duração em áreas de pesquisa.

O vice-governador do Paraná, Darci Piana, disse que o caráter multidisciplinar e intersetorial da Cátedra é a certeza de que discussões e soluções importantes serão construídas. “Tenho certeza de que os representantes de todos os países envolvidos se empenharão ao máximo para encontrar inovações conjuntas para o desenvolvimento territorial sustentável”.

Diretor científico, tecnológico e de inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa ressaltou que a iniciativa é inédita, pois não existe hoje no país uma proposta que busque esse tipo de desenvolvimento da pesquisa, da ciência, da inovação e da tecnologia voltado para questões que são emergenciais.

“A Cátedra vai se dedicar, em um primeiro momento, a questões como a emergência climática, as novas organizações sociais que estão surgindo pós-pandêmicas, a toda necessidade que temos de capacitação e transformação digital, buscando promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, explicou Spinosa.

A Cátedra também vai fomentar a promoção de atividades e eventos técnico-científicos e culturais abertos à população em geral, de formação de docentes e pesquisadores, mediante a criação de cursos especializados de alto nível, de cursos de treinamento e reciclagem, bem como o incentivo à abertura de linhas de pesquisa interinstitucional associadas a programas locais de pós-graduação, de publicações conjuntas; de atividades de cunho social, mediante oferta de atividades de extensão; e intercâmbio de informações pertinentes ao ensino e à pesquisa, em cada instituição.

“É cada vez mais evidente a importância que a pesquisa tem para o desenvolvimento de toda as regiões do mundo, e essa iniciativa da Fundação Araucária de criar uma Cátedra específica para o Eixo de Capricórnio, que agregará pesquisas, atividades de ensino, trabalho de cooperação em rede, é, sem dúvidas, uma iniciativa relevante para a cooperação nacional e internacional para apresentação de alternativas e soluções para o desenvolvimento de todos esses países”, destacou o superintendente geral da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona. “Teremos as melhores energias, as melhores inteligências e a capacidade da massa crítica dessas regiões em busca de alternativas de crescimento”, salientou.

A Cátedra é uma iniciativa da Araucária e do Institute Mines Télécom d’Alés – IMT Mines Alès, na França, fundamentada na teoria dos commons, engenharia e gestão do conhecimento e educação digital. Passa pela construção conjunta de formações inovadoras, por avanços dos conhecimentos sobre resiliência territorial, interoperabilidade, mudanças climáticas, cidades das próximas gerações, paradiplomacia, infraestrutura e logística sustentáveis (entre outros temas), até mesmo a constituição de clusters – de empresas, por exemplo e, também, de pesquisas aplicadas.

“É uma honra e um privilégio o Parque Nacional do Iguaçu fazer parte do nascimento da Cátedra Araucária. Essa articulação deve ser o ponto de virada, tornando o Eixo Capricórnio referência no desenvolvimento territorial sustentável. Gerar conhecimento, desenvolver capital humano e estimular a inovação voltados ao enfrentamento dos grandes desafios globais da atualidade são ações não somente importantes, mas sim essenciais”, comentou a chefe do Parque Nacional do Iguaçu, Cibele Munhoz Amato.

A presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp), Fátima Aparecida da Cruz Padoan, destacou que a criação do dispositivo internacional de uma cátedra de pesquisa demonstra o comprometimento com o propósito coletivo de gerar conhecimento e desenvolvimento.

“Esse comprometimento está no cerne das atividades desenvolvidas pelas universidades estaduais. Distribuídas estrategicamente pelo Paraná, elas têm contribuído imensamente para o desenvolvimento não apenas local, mas também ultrapassando seus territórios e, neste momento, não se furtam a enfrentar o desafio de se conectarem aos demais agentes para pensar sobre os desafios estratégicos a serem enfrentados por esta rede nacional e internacional”, informou.

Fonte: AEN

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