Um filme para proclamar a liberdade de gênero

Estreia da semana, o longa conta a história de Alex (Alexandre Wetter), uma pessoa de gênero fluido, que é ou se entende como mulher em algum...

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Por Agência Estado

Tudo começou com uma conversa: o cineasta Ruben Alves, nascido e criado na França, soube que um amigo não estava se sentindo bem com seu corpo e gênero. Queria mudar. Tempos depois, em busca desse sonho, iniciou o processo de transição para ser o que sempre quis: uma mulher. Ruben acompanhou tudo com orgulho e, hoje, toma a história como inspiração para dirigir e roteirizar Miss França.

Estreia da semana, o longa conta a história de Alex (Alexandre Wetter), uma pessoa de gênero fluido, que é ou se entende como mulher em algum momento da vida, homem em outro, e que está cansada da monotonia da vida na França. Para quebrar essa mesmice e perseguir um sonho de criança, decide fazer o impensável: se inscrever no concurso de miss do país escondendo a real identidade.

“Sempre quis homenagear essas pessoas e, sobretudo, homenagear as pessoas que têm a coragem de ser quem elas são”, explica Ruben Alves ao Estadão. Além da amiga transexual, o diretor também explica que o próprio protagonista, Alexandre Wetter, foi uma de suas inspirações. “Encontrei nas redes sociais e achei incrível como essa pessoa pode ser tão livre sendo um rapaz, mas vivendo o feminino dele dessa forma”, diz.

Miss França, enquanto isso, segue um caminho responsável. Ainda que ingênuo em alguns momentos, o longa aposta em uma história leve, até mesmo com algumas sacadas de comédia. “O percurso é dramático, mas feito com leveza”, avalia Alves. “Essa luz de acreditar nesse sonho é quase um conto de fadas, meio Disney. Também nunca fiquei realmente preocupado em como tem de ser. Sempre foi e tem de ser assim. Deveria ser assim.”

CORAGEM. Com esse olhar de trazer uma história leve, mas contemporânea, Ruben Alves faz parte de um processo para amplificar a diversidade. “É muito importante contar uma história com uma personagem como a Alex. O mais importante é perceber que todos nós temos sonhos e não há gênero no sonho. São sonhos”, contextualiza.

“A pessoa diferente na sua frente vai trazer-lhe uma riqueza que você não conhecia: seja na cozinha, no jeito de se vestir, de pensar. É uma história sobre isso: a liberdade de sermos quem somos, sobre a coragem de se assumir em uma sociedade fechada.”

Para a estreia no Brasil, Alves, que fala português com perfeição em razão da mãe portuguesa, espera que essa diversidade atinja o público sem tropeços no caminho. “Minha expectativa é mostrar como esse povo é livre, que não está à espera de políticos. É um povo que sente, é orgânico, com muita humanidade”, afirma. “Espero que aceitem o filme, entendendo que essa história é sobre a luta e coragem de ser quem somos.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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