Lira pede ajuda a Portugal no debate sobre adoção do semipresidencialismo no País

“Vamos precisar fazer essa discussão da mudança de sistema no Brasil. É um tema polêmico, porque todos os candidatos de agora enxergam uma perda de poder....

Publicado em

Por Agência Estado

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), recebeu nesta quinta-feira, 5, em seu gabinete, o presidente da Assembleia da República de Portugal, Augusto Santos Silva, para debater o semipresidencialismo. Lira defende que o Brasil adote o sistema de governo atualmente em vigor no país europeu.

“Vamos precisar fazer essa discussão da mudança de sistema no Brasil. É um tema polêmico, porque todos os candidatos de agora enxergam uma perda de poder. O Brasil é muito peculiar, a distância entre a capital do Amazonas e do Rio Grande do Sul corresponde à distância de Lisboa a Moscou”, disse Lira, após se reunir com Silva.

Na conversa, o presidente da Câmara pediu que Portugal ajude no debate sobre o semipresidencialismo no País. “Temos 23 partidos orientando na Câmara. Para eu fazer uma simples votação de destaque, eu levo 30 minutos só para que os partidos orientem. Nessa adequação, o Parlamento é levado a fazer um governo de coalizão”, afirmou.

O presidente da Câmara disse que a coalizão no Brasil é necessária para o presidente conseguir cumprir promessas de campanha. “E somos criticados quando fazemos e chamam de toma-lá-dá-cá. Quando não faz, o governo é incompetente por não te governabilidade”, emendou.

Histórico

Divergências sobre a mudança no sistema de governo do Brasil geraram um embate nesta semana entre Lira e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vai disputar o Palácio do Planalto em outubro. Na terça-feira, 3, o petista chamou o presidente da Câmara de “imperador do Japão” ao citar a defesa que o deputado faz do semipresidencialismo. Lira rebateu, disse que Lula “comete atos falhos o tempo todo” e age de “má-fé” por fazer críticas sem conhecê-lo.

O presidente da Câmara criou, em 17 de março, um grupo de trabalho na Casa para discutir a mudança no sistema de governo. Composto por dez deputados, sob a liderança de Samuel Moreira (PSDB-SP), o colegiado conta também com um conselho formado por juristas como o ex-presidente Michel Temer.

Lira falava desde o ano passado nos bastidores da Câmara sobre a ideia de avançar no debate do semipresidencialismo. Em 10 de fevereiro, ele propôs a discussão de forma oficial. Para evitar acusações de casuísmo, o parlamentar defendeu deixar a votação de uma proposta efetiva para 2023, com um novo Congresso eleito. Além disso, a medida só entraria em vigor a partir de 2030.

O semipresidencialismo distingue os cargos de chefe de Estado e chefe de governo, ao contrário do presidencialismo, em que os dois papéis são exercidos pela mesma pessoa. No novo modelo, o presidente da República continuaria sendo eleito por voto popular, mas a administração seria chefiada por um primeiro-ministro, que por sua vez poderia ser indicado pelo presidente e eleito pelo Congresso.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X