AMP

Petrobras e União assinarão aditivo do contrato de cessão onerosa, diz ANP

Na última sexta-feira, Oddone esteve reunido no Rio com o ministro de Economia, Paulo Guedes, e com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco....

Publicado em

Por Agência Estado

A Petrobras e a União vão assinar nesta semana o aditivo do contrato de cessão onerosa, segundo o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone. Concluída essa fase, será possível realizar o leilão de áreas excedentes da cessão onerosa, marcado para o próximo dia 6.

Na última sexta-feira, Oddone esteve reunido no Rio com o ministro de Economia, Paulo Guedes, e com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.

A pauta foi o aditivo do contrato de cessão onerosa. O diretor-geral da ANP garantiu que está tudo pronto para que o documento seja assinado e que as duas partes, após anos de negociação, finalmente chegaram a um acordo.

Leilões

Concluído o acordo entre Petrobras e União sobre o aditivo do contrato de cessão onerosa, a ANP conta com uma presença relevante da Petrobras nos dois leilões de pré-sal deste ano, disse Oddone. “Esperamos que a Petrobras entre na cessão onerosa e na 6ª Rodada do pré-sal. Os leilões estão encaminhados. Os investimentos virão”, comentou.

Ele destacou que se a Petrobras levar as duas áreas pelas quais demonstrou interesse vai responder sozinha por R$ 60 bilhões de bônus de assinatura.

Em palestra, reiterou a expectativa de arrecadação de R$ 400 bilhões em participações governamentais e impostos pelo setor na próxima década.

Oddone reclamou, porém, da falta de licenciamento do Ibama liberando a operação em novas fronteiras. Segundo ele, isso não acontece desde 2011.

Royalties

A arrecadação com royalties e outros tributos da área de petróleo e gás será maior do que o gasto da sociedade com combustíveis, tendo em vista o aumento da produção que se desenha para os próximos anos com a realização de leilões, disse Oddone. “Isso vai permitir que o governo use esses recursos para equilibrar os preços dos combustíveis com a inflação”, comentou.

Ele também prevê que a mudança de mercado que está acontecendo no Brasil na área de downstream levará à concorrência entre combustíveis, principalmente em áreas remotas, onde o gás natural vai competir com o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). “Isso nunca aconteceu no Brasil porque o GLP sempre foi direcionado para gás de cozinha”, destacou.

Oddone participou nesta terça-feira, 29, da abertura do evento OTC 2019, um dos maiores do setor de petróleo no mundo, que acontece até a próxima quinta-feira.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X