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Enquanto recicláveis vão para o lixão, cooperativa enfrenta falta de material

Ele acreditam que resíduos que acabaram desperdiçãdos ...

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Por Mariana Lioto

Segue dando repercussão o caso noticiado pela CGN nos últimos dias de que o material coletado pelo programa Coleta Legal e encaminhado à Cootacar está sendo enviado ao aterro sanitário porque houve demora na separação dos resíduos. Nesta terça-feira, mais uma cooperativa procurou a reportagem, a Coaparas comenta que o material que está sendo desperdiçado faria grande diferença para eles.

Como funciona?

A prefeitura custeia, junto com o contrato da coleta de lixo, o programa Coleta Legal, onde o caminhão da Ambiental passa recolhendo o material reciclável por vez por semana em toda a cidade.

No passado este material era triado e vendido pela própria prefeitura. Atualmente há convênio com duas cooperativas – Cootacar e Caremel que recebem o material, fazem a separação e a venda e dividem a renda entre os cooperados. Estas cooperativas recebem do município o custeio do espaço para trabalhar. No caso da Cootacar, depois de um incêndio que destruiu o barracão alugado, eles foram para a antiga sede do Ecolixo na Rua Manaus. Foi lá que o material se acumulou a ponto da prefeitura dizer que 25 toneladas não podem mais ser recicladas.

Já a Coaparas não tem este vínculo com a prefeitura atualmente. No passado eles tiveram um problema com um documento e ficaram de fora de um chamamento público. No último chamamento eles conseguiram regularizar a documentação, mas aguardam a construção de Ecopontos que está em andamento.

“Atualmente não recebemos material da prefeitura, nem auxílio com aluguel, luz e água. Nós temos seis cooperados e dependemos de parcerias com empresas e da compra de material de catadores para conseguir nos manter”, comenta a presidente Tathiane Cristina Maia.

Atualmente a renda de cada cooperado é de R$ 1 mil. Apenas o aluguel do barracão que fica na Rua Mobral custa R$ 3.300.

Ver o material que poderia gerar renda sendo desperdiçado é motivo de tristeza. Há meses eles percebiam o material se acumulando.

“Acredito que o material poderia ser aproveitado com certeza. Acredito que a prefeitura tem que ter responsabilidade e acompanhar se o material coletado está mesmo tendo a destinação correta, para nós faria toda a diferença”.

Enquanto a situação não muda, se alguém tiver materiais recicláveis que deseja repassar à Coaparas entre em contato pelo 99915-0705.

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