Após sequência de recordes, Ibovespa passa por realização de lucros

“O curto prazo é positivo, quanto ao médio ninguém sabe e o longo, então, impossível saber. Tem muita coisa para acontecer para que a economia brasileira...

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Por Agência Estado

Depois das pontuações inéditas registradas na semana passada e ontem, quando subiu quase 3,5 mil pontos, o Ibovespa passa por realização de lucros nesta terça-feira, 29, apesar de ter iniciado o dia na faixa dos 108 mil pontos. Contudo, analistas dizem que isso não sugere mudança de tendência na B3.

“O curto prazo é positivo, quanto ao médio ninguém sabe e o longo, então, impossível saber. Tem muita coisa para acontecer para que a economia brasileira de fato comece a engrenar. O nível de endividamento das famílias está elevado. E o investidor estrangeiro na B3 ainda é discreto”, cita um especialista em renda variável.

Às 11h20, o Ibovespa caía 0,56%, aos 107.586,50 pontos.

O processo de queda de juros no Brasil e nos Estados Unidos segue como um dos impulsionadores do Ibovespa, mas a safra de balanços, também, acrescenta o especialista, lembrando que as estimativas seguem positivas, sobretudo para os resultados de bancos que sairão esta semana no Brasil.

O Comitê de Política Monetária (Copom) e o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) definirão suas taxas de juros na quarta-feira, 30. As expectativas são de recuo de 0,50 ponto porcentual e de 0,25 ponto, respectivamente, nas taxas de juros do Brasil e dos Estados Unidos.

Já quanto à apresentação de um pacote de medidas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, esperada para esta terça, o profissional consultado diz não tecer grande otimismo. Isso porque, explica, são ações que levam tempo para se concretizar e ainda para surtir efeito. “Se a reforma da Previdência demorou tudo isso para acontecer, imagine essas reformas.”

Esperado para esta terça-feira, o anúncio do conjunto de reformas do ministro Paulo Guedes dificilmente será feito hoje, segundo assessores do Ministério da Economia informaram ao Broadcast. A divulgação pode ocorrer amanhã ou na quinta-feira, quando retorna ao Brasil o presidente Jair Bolsonaro. As medidas para o emprego, que estavam previstas para serem anunciadas na sexta-feira segundo o secretário Rogério Marinho, também devem ser adiadas e ficarem para segunda-feira.

A expectativa era Guedes apresentar hoje um pacote para conter os gastos do governo, que pode gerar uma economia de R$ 27 bilhões. As medidas estão separadas em cinco eixos: reforma administrativa; PEC emergencial; PEC DDD (desvincular, desindexar e desobrigar gastos do Orçamento); Pacto Federativo; e programa de ajuda aos Estados.

Apesar da expectativa de apresentação das propostas, o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria Integrada, pondera que a tramitação segue duvidosa, diante da falta de clareza sobre os temas prioritários e a baixa capacidade de articulação com o Congresso.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avisou que, diante da demora do governo em enviar os próximos passos de sua agenda, a votação da reforma administrativa – proposta que terá o pontapé inicial na Câmara – deve ficar só para 2020.

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