Empresa de Piqué é acusada de receber R$ 120 mi para levar Supercopa à Arábia

Segundo documentos colhidos pela reportagem, que incluem troca de mensagens entre o jogador e Luis Rubiales, presidente da entidade, a REEF recebeu 40 milhões de euros...

Publicado em

Por Agência Estado

A manhã desta segunda-feira iniciou agitada no futebol espanhol. Segundo o jornal “El Confidencial”, a Federação Espanhola de Futebol (REEF, na sigla em espanhol) teria negociado uma comissão de 24 milhões de euros (cerca de 120 milhões de reais) para a Kosmos, empresa de eventos esportivos comandada por Gerard Piqué, zagueiro do Barcelona, para organizar e levar a Supercopa da Espanha à Arábia Saudita.

Segundo documentos colhidos pela reportagem, que incluem troca de mensagens entre o jogador e Luis Rubiales, presidente da entidade, a REEF recebeu 40 milhões de euros (200 milhões de reais) por cada edição da Supercopa organizada no Oriente Médio. Já a Kosmos teria direito a 4 milhões de euros por temporada.

“A série de arquivos revelam, entre outros escândalos, que Piqué teve um papel decisivo nas negociações para a realização da Supercopa na Arábia Saudita e teve ao longo desse processo um tratamento privilegiado por parte de Rubiales por motivos não esclarecidos”, afirmou o El Confidencial.

Até o momento, três edições foram disputadas na Arábia Saudita – em 2020, 2021 e 2022 – com duas conquistas do Real Madrid e uma do Athletic Bilbao. Antes da primeira temporada, Rubiales confirmou que a Kosmos havia participado das negociações, porém afirmou que a REEF não fez nenhum pagamento diretamente à empresa de Piqué.

Em sua defesa, a REEF afirmou que “as informações não trazem nada de novo ao que foi publicado em 2019. Todos os números da operação foram apresentados, explicados e respaldados pela Assembleia do Futebol”. Caso o pagamento direto à Kosmos seja confirmado, isso infringirá o código de ética da Federação.

“Faz parte de uma campanha de perseguição e descrédito que já estamos acostumados”, explicou um dirigente da federação, citado pelo jornal espanhol Marca. Na última quinta-feira, a entidade já havia comunicado que foi vítima de uma “ação criminal organizada e dirigida à posterior revelação de segredos mediante à distribuição de documentação confidencial com uma clara intenção espúria”, além de afirmar que as conversas haviam sido “subtraídas” e tiradas do contexto completo.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X