Produção de calçados cresceu 9,8% em 2021, mas está 10,3% abaixo do pré-pandemia

De acordo com a entidade, o resultado está associado às circunstâncias econômicas nos anos recentes de pandemia, período que incentivos foram colocados e retirados da economia....

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Por Agência Estado

A produção do setor calçadista brasileiro experimentou, em 2021, uma taxa de crescimento de 9,8%, segundo a ‘Análise de Cenários – Balanço de 2021 e Perspectivas para a Indústria Calçadista em 2022’, que a Abicalçados apresentou nesta quarta-feira. Apesar do crescimento da produção de calçados em 2021, em mais de 800 milhões de pares, os dados ainda mostram uma queda de 10,3% em relação ao nível pré-pandemia.

De acordo com a entidade, o resultado está associado às circunstâncias econômicas nos anos recentes de pandemia, período que incentivos foram colocados e retirados da economia.

O vaivém da economia na passagem de 2020 para 2021 fez com que o setor calçadista perdesse de aproveitar o teórico carrego estatístico de 33% que o quarto trimestre de 2020 imprimiria na produção do setor no ano passado.

Exportações

Ainda, de acordo, com a Abicalçados, a produção no ano passado foi na sua maior parte para atender às exportações, especialmente para os Estados Unidos. Os embarques de calçados do Brasil para o exterior cresceram 31% e já superam e, 7% o nível pré-pandemia.

De acordo com a entidade, dos exportadores de sapatos para os EUA, o único país que ainda não recuperou o nível pré-pandemia é China.

Nuci

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor calçadista em 2021 ficou em 71,5% em um cenário que o setor fez investimentos de 5%.

Agora, dado que o grosso da produção de calçados em 2021 foi para atender a demanda internacional, em especial a norte-americana, o consumo aparente do setor foi de 7% ou 13% inferior ao período pré-pandemia.

Emprego

Segundo a Abicalçados, a indústria do setor calçadista recuperou em 2021 o volume de postos de trabalho perdidos ao longo de 2020 e voltou ao patamar de pouco mais de 266 mil pessoas empregadas na fabricação de calçados.

De março de 2019 a março de 2021, período em que mais houve demissões na indústria calçadista, o movimento se deu em linha com a perda de ímpeto da produção, ratificou a Abicalçados.

“Mas no primeiro bimestre de 2022, janeiro e fevereiro, já temos quase 13 mil postos gerados”, informou a Abicalçados, ponderando, contudo, que isso se dá muito pelo efeito base, que aumentou frente ao primeiro bimestre do ano passado.

Projeções

A indústria calçadista brasileira projeta para 2022 expandir em sua produção de 1,8% a 2,7% sobre o ano passado, informou a Abicalçados. Isso, em volume, projeta um total entre 820,8 milhões e 828 milhões de pares.

Embora os dados previstos são para crescimento, a entidade faz a ressalva de que, em caso de cumprimento da previsão, o volume será ainda 8% inferior ao nível pré-pandemia.

Mais que isso, 16% de toda essa produção prevista será destinada às exportações, o que levará a um crescimento do consumo aparente de apenas 0,9% a 1,6%. Denomina-se consumo aparente de um bem ao total da sua produção adicionada das importações e subtraída das exportações.

Em volume, a Abicalçados espera exportar este ano 9,5% a mais que em 2021, o que poderá levar a um valor em torno de US$ 1 bilhão.

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