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A Rua da Cidadania do Boqueirão, separa o lixo reciclável, e entrega para a cooperativa de catadores da vila Pantanal. Curitiba,13/04/2022. Foto: Luiz Costa/ SMCS.

Curitiba – Rua da Cidadania do Boqueirão dispensa coleta seletiva e destina lixo direto a cooperativa

Toda sexta-feira, um carro da cooperativa busca o material, acumulado durante a semana pelos cerca de 300 servidores atuantes na Rua da Cidadania. Desta vez, por......

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Por CGN

A Rua da Cidadania do Boqueirão, separa o lixo reciclável, e entrega para a cooperativa de catadores da vila Pantanal. Curitiba,13/04/2022. Foto: Luiz Costa/ SMCS.

Desde a última semana de fevereiro, o caminhão de coleta de lixo reciclável não precisa mais passar na Rua da Cidadania do Boqueirão. Agora, todo o material gerado no local é limpo, separado e entregue diretamente à vizinha cooperativa de catadores da Vila Pantanal, no Alto Boqueirão.

Toda sexta-feira, um carro da cooperativa busca o material, acumulado durante a semana pelos cerca de 300 servidores atuantes na Rua da Cidadania. Desta vez, por causa do feriado que encurtou o período de trabalho nos órgãos públicos, o recolhimento aconteceu nesta quarta-feira (13/4).

“Deu uns 60 quilos e ajuda muito”, estima o presidente da entidade, Giomar João Chaves, que elogia a qualidade do material. “Vem tudo muito limpo, sem restos de comida ou pedaços de vidro ou metal que possa machucar”, conta.

Estratégia verde

A ação é uma amostra da estratégia planejada pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, e que envolve também as Ruas da Cidadania Tatuquara e Cajuru, o Setran, a Urbs e a Vigilância Sanitária da Regional Pinheirinho. Cada qual destina seu material para a cooperativa mais próxima. Nos demais locais, o lixo é recolhido pelos caminhões de coleta seletiva.

Antes da destinação direta às cooperativas começar, os servidores da Rua da Cidadania foram treinados para separar corretamente o lixo.

“As lixeiras de cores diferentes, com saco azul para os recicláveis e preto para o lixo orgânico, estão na cozinha. Antes de descartar, limpamos o que será reciclado. É uma cultura que já tínhamos e, agora, ficou mais organizada e robusta com esse protocolo”, conta a gerente de Proteção Social Básica da Fundação de Ação Social na Regional Boqueirão, Rubelvira Bernardim de Lima.

A cada dia, os sacos azuis contendo os recicláveis são recolhidos pelos trabalhadores da limpeza e guardados em um depósito. Os sacos pretos, com restos de alimentos, vão para uma caixa de coleta específica.

Moradora do Boqueirão há cerca de 50 anos, a aposentada Irene Stresser soube da iniciativa quando passava perla Rua da Cidadania e não economizou elogios. “Separar o lixo é algo que faço há muito tempo. Só traz benefícios. Todo mundo que tem educação e respeita os outros, em qualquer lugar, deve fazer o mesmo. É tão simples”, disse.

Como fazer e para que fazer

A sensibilização dos servidores começou em agosto do ano passado, em treinamentos descentralizados, e abrange também a importância da atitude adotada na Prefeitura por quem vive da reciclagem. A base da ação está no decreto municipal 1.252/2018, que trata do Programa de Coleta Seletiva Solidária.

“Além de saber o que fazer, os servidores puderam tirar dúvidas e entender, com depoimentos dos próprios cooperados, a importância da atitude de cada um”, conta a gerente de Educação Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Leila Maria Zem.

Segundo ela, além do cuidado de quem gera o lixo para com os recicladores, a lavagem prévia de copos, sacos plásticos e embalagens de isopor previne o mau cheiro, a atração de vetores de doenças e também acidentes. “Dessa forma, sem problemas, é possível manter o lixo gerado até o dia de entregar às cooperativas”, resume Leila.

Ampliando a parceria

Enquanto a meta da Prefeitura é ampliar gradativamente o número de órgãos públicos participantes da coleta solidária, a Regional Boqueirão quer conseguir mais geradores privados de recicláveis para engordar a fonte de renda das cooperativas e evitar que o lixo produzido por elas possa se tornar poluente ambiental. “Essa é uma das funções do poder público: aproximar os diversos atores da comunidade que, como nós, têm interesse em entrar de cabeça nessa parceria”, diz o administrador regional, Ricardo Dias.

Em toda a cidade, 40 cooperativas com cerca de 800 trabalhadores participam do Programa Ecocidadão. Elas também recolhem cerca de mil toneladas de doações de geradores privados de lixo, como grandes cadeias de lanchonetes e supermercados.

A cada mês, Curitiba gera de 1.400 a 1.600 toneladas de recicláveis. A geração de lixo aumenta no verão e cai no inverno. Os materiais gerados pelos órgãos públicos fazem parte dessa soma.

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