Datafolha: maioria apoia suspensão de aplicativo que ignora TSE

Para o mesmo questionamento, uma parcela de 14% dos entrevistados defendeu que as publicações devem permanecer online, mas que as redes sociais precisam avisar que as...

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Por Agência Estado

Pesquisa Datafolha sobre redes sociais mostrou que a maioria dos eleitores entrevistados defende a exclusão o mais rápido possível de publicações de notícias falsas sobre a eleição no Brasil. Ao todo, 81% dos entrevistados acreditam que essa ação deve ser tomada por Facebook, Twitter e Instagram.

Para o mesmo questionamento, uma parcela de 14% dos entrevistados defendeu que as publicações devem permanecer online, mas que as redes sociais precisam avisar que as notícias são falsas. Outros 3% são favor de que nada seja feito e as notícias falsas permaneçam como foram publicadas, enquanto 3% não souberam responder.

A pesquisa ainda divulgou que 60% dos entrevistados acreditam que a circulação de notícias falsas em aplicativos de mensagens e em redes sociais pode influenciar muito o resultado das próximas eleições. Outra parcela, de 22%, acredita que essa influência existe, mas considera pouca. A faixa que acredita na não influência de fake news no resultado da disputa eleitoral é de 15%. Os entrevistados que não souberam responder é de 3%.

Os aplicativos de troca de mensagens dividiram as opiniões dos entrevistados. Para 51% deles, deve haver suspensão do funcionamento de Whatsapp e Telegram no Brasil caso esses aplicativos não obedeçam às ordens da Justiça brasileira para evitar a divulgação de notícias falsas. A parcela contra é de 43%, com 3% indiferentes e outros 3% sem opinião a respeito.

Entre os usuários ativos do Whatsapp, 52% são a favor de suspensões em caso de não cumprimento das regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No Telegram, 46% são favoráveis às medidas de suspensão.

Entre os eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL), 56% são contrários à suspensão, enquanto entre os eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a parcela contrária é de 38%.

Após sucessivas tentativas de contato do TSE com o Telegram, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes chegou a determinar, em março, a suspensão “completa e integral” do aplicativo de troca de mensagens no País. A justificativa de Moraes foi que a ferramenta não cumpriu algumas exigências da Justiça como o bloqueio de perfis ligados ao blogueiro bolsonarista Allan do Santos e a suspensão da monetização de conteúdos produzidos por essas contas.

A suspensão, entretanto, foi revogada pelo próprio ministro depois de dois dias após o Telegram cumprir integralmente as medidas que haviam sido ordenadas.

Focado nas eleições, o TSE vem firmando acordos com redes sociais e aplicativos de trocas de mensagens para combater a desinformação no Brasil. Entretanto, como mostrou o Estadão, um relatório produzido por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) divulgou que ainda há brechas nos termos assinados pela Justiça Eleitoral e os aplicativos.

A pesquisa Datafolha realizou 2.556 entrevistas em todo o Brasil ao longo dos dias 22 e 23 de março de 2022. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O registro da psquisa no TSE é BR-08967/2022.

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