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Imagens: Divulgação/TJSC

Inscrições abertas para 2º concurso de Decisões Judiciais e Acórdãos em Direitos Humanos

O Judiciário de Santa Catarina, na primeira edição do concurso, conquistou uma menção honrosa através da juíza Ana Cristina Borba Alves, titular da Vara da Infância......

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Por Tribunal de Justiça de SC

Imagens: Divulgação/TJSC

Para reconhecer as ações do Poder Judiciário que impactaram na efetivação dos direitos humanos e das normativas nacionais e internacionais das quais o Brasil é signatário, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu as inscrições para o 2º Concurso Nacional de Decisões Judiciais e Acórdãos em Direitos Humanos. As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de abril. Podem concorrer decisões judiciais e acórdãos proferidos no período compreendido entre 25 de outubro de 2016 e 15 de fevereiro de 2022. A cerimônia de premiação acontece em 9 de agosto.

O Judiciário de Santa Catarina, na primeira edição do concurso, conquistou uma menção honrosa através da juíza Ana Cristina Borba Alves, titular da Vara da Infância e Juventude da comarca de São José, por sua decisão que determinou, em 2010, a interdição do Centro Educacional São Lucas, localizado na Grande Florianópolis, em razão das condições degradantes a que estavam submetidos os adolescentes internados no local.

Em sua decisão, a magistrada catarinense considerou que houve flagrante desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e ao Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo. Na época, o local, então o maior do Estado, abrigava 63 internos. Entre as irregularidades apontadas estavam: ausência de corpo técnico para atender as demandas do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo; falta de aulas; flagrante de quatro adolescentes tomando banho de sol algemados pelos braços e pernas; falta de higiene, com vasos sanitários e ralos de chuveiros entupidos; denúncias de torturas praticadas por monitores e policiais militares que trabalhavam no local; suspeita de facilitação de fugas; e problemas de infraestrutura. Ela recebeu o prêmio em 2017.

O prêmio integra as ações desenvolvidas pelo Pacto Nacional do Judiciário pelos Direitos Humanos. O documento é um programa composto por cinco ações (veja abaixo), desenvolvidas com o intuito de promover uma cultura de direitos humanos no Judiciário nacional e de potencializar o impacto transformador das decisões interamericanas no Brasil.

A participação do concurso é restritiva às decisões judiciais e os acórdãos que tenham utilizado a técnica do controle de convencionalidade e incorporado os parâmetros internacionais oriundos da jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) e das recomendações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Entre os critérios que serão observados, está a fundamentação da decisão judicial ou acórdão na promoção dos direitos humanos e na proteção às diversidades e vulnerabilidades.

A premiação é dividida em oito categorias: Direitos da Criança e do Adolescente; Direitos das Pessoas privadas de liberdade; Direitos das Mulheres; Direitos da População Lésbica, Gay, Bissexual, Transexuais, Queer, Intersexo e Assexuais – LGBTQIA+; Direitos dos Afrodescendentes; Direitos dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais; Direitos da Pessoa com Deficiência e Direitos de grupos em situação de vulnerabilidade. Em cada categoria, apenas uma decisão judicial ou acórdão será escolhido pela comissão julgadora. Confira o edital.

Inclusão da disciplina de Direitos Humanos nos editais dos concursos públicos para ingresso na carreira de magistratura em todas as esferas do Poder Judiciário Nacional;

Fomento a programas de capacitação em Direitos Humanos e controle de convencionalidade em todas as esferas federativas;

Publicação dos “Cadernos de Jurisprudência do STF: Concretizando Direitos Humanos”;

Realização de um seminário internacional sobre “Direitos Humanos e Diálogos Jurisdicionais: Controle de Convencionalidade”;

Realização do Concurso Nacional de Decisões Judiciais e Acórdãos em Direitos Humanos.

Fonte: TJSC

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