Juros de médio e longo prazos caem com queda do dólar; curtos ficam estáveis

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 fechou a sessão regular na mínima de 12,62%, estável em relação ao ajuste de...

Publicado em

Por Agência Estado

Os juros futuros de médio e longo prazos terminaram a segunda-feira em queda, influenciados pela valorização do câmbio. As taxas curtas ficaram estáveis, após mais cedo ensaiarem realização de lucros a partir da alta nas cotações das commodities. Mesmo com o Copom marcado para daqui a um mês e com os preços das matérias-primas em patamar elevado, a melhora do câmbio acaba por reforçar o plano de voo do Banco Central de apenas mais um aumento da Selic.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 fechou a sessão regular na mínima de 12,62%, estável em relação ao ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2024 terminou em 11,825%, de 11,84%. A do DI para janeiro de 2025 caiu de 11,159% para a mínima de 11,095%. E a do DI para janeiro de 2027 fechou em 10,855%, de 10,979%.

As taxas se movimentaram num ambiente de liquidez reduzida, como costuma ocorrer às segundas-feiras e com a agenda de eventos e indicadores por ainda se desenrolar nos próximos dias. Na quarta-feira, sai a ata da reunião do Federal Reserve e na sexta-feira, o IPCA de março. Ainda, no exterior, o mercado acompanha a evolução do conflito no Leste Europeu, que continua pressionando para cima os preços do petróleo e das commodities agrícolas diante da expectativa de mais aperto nas sanções contra a Rússia.

Nas mesas de operação, a leitura é que o impacto das commodities na inflação deve ser amortecido pelo câmbio, com o dólar em queda livre e chegando nesta segunda a R$ 4,60. “O dólar cai e a curva vai junto. A Selic deve permanecer ainda por um bom tempo acima de 12%, o que dá para aguentar ainda muito desaforo da inflação”, comentou o operador de renda fixa da Mirae Asse Paulo Nepomuceno.

Em sua Carta Mensal, a Greenbay Investimentos afirma que, diante da proximidade do fim de “um grande ciclo de aperto monetário”, mantém posição aplicada nos vértices mais curtos da estrutura a termo e comprada em inclinação de juros. “Ainda que o fim do processo de elevação dos juros possa ser adiado na margem, por conta do cenário inflacionário ainda pressionado no curto prazo, acreditamos que ambas as posições deverão performar com a redução da inflação à frente”, afirma a instituição, que projeta inflação de 2023, horizonte relevante da política monetária, de 3,3%, muito próximo do centro da meta no ano que vem (3,25%).

Por ora, a greve dos funcionários do Banco Central e a mobilização dos servidores do Tesouro seguem apenas sendo monitoradas, na medida em que operações essenciais têm sido preservadas. O Sindicato Nacional de Funcionários do Banco Central (Sinal) informou que terá reunião com o secretário de Gestão e Desempenho Pessoal do Ministério da Economia, Leonardo Sultani, nesta terça-feira.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X