Cade rejeita novo recurso do Itaú contra decisão que suspendeu promoção da Rede

No recurso, as empresas alegaram que a decisão do Cade foi tomada considerando dados do Banco Central que mostram que o banco tem 30% de participação...

Publicado em

Por Agência Estado

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) rejeitou novo recurso apresentado pelo Itaú e pela Rede contra decisão do órgão que suspendeu promoção da empresa de maquininhas, do mesmo grupo do banco, e que beneficiava clientes da instituição financeira. Foi o segundo recurso do Itaú/Rede rejeitado pelo conselho neste caso.

No recurso, as empresas alegaram que a decisão do Cade foi tomada considerando dados do Banco Central que mostram que o banco tem 30% de participação no mercado de depósitos à vista.

De acordo com a instituição, esse dado considera números referentes à suas atividades no exterior. “A participação do Itaú no mercado de depósitos à vista em junho de 2019 era inferior a 12%”, afirma o embargo.

O conselho, no entanto, decidiu por unanimidade que o recurso não deveria ser acolhido. “Não há erro nos relatórios do Banco Central que utiliza informações das próprias empresas. A alegação de erro material não se sustenta”, afirmou o conselheiro relator do caso, Maurício Bandeira Maia.

Disputa

Em uma ofensiva na chamada “guerra das maquininhas”, a Rede lançou, no início do ano passado, uma campanha na qual antecipava para dois dias, sem taxas, a liquidação de créditos apenas para lojistas com conta no Itaú. O prazo continuou em 30 dias para quem não tem conta no banco.

Como a Rede é controlada pelo Itaú, o Cade entendeu que a promoção se trata de uma espécie de “venda casada” e tomou uma medida preventiva determinando que a promoção fosse suspensa.

Em novembro do ano passado, o conselho julgou um primeiro recurso apresentado pelas empresas contra a medida preventiva. Na época, em decisão apertada, desempatada pelo voto de minerva do presidente, a maioria do conselho entendeu que a prática é danosa à concorrência e determinou que fosse suspensa.

O Itaú chegou a recorrer à Justiça e conseguiu uma liminar, no início de novembro, suspendendo a decisão do Cade. Em dezembro, porém, a Rede anunciou que estenderia para clientes de qualquer banco a campanha de antecipação sem taxas da liquidação de créditos em dois dias.

A decisão foi vista no Cade como um “aceno”, uma tentativa de mostrar “boa-fé”, segundo o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apurou. Isso porque, para além da medida cautelar, discutida na sessão desta quarta, o temor da Rede e do Itaú é a condenação que poderá vir do processo administrativo aberto pelo Cade, que ainda está em fase de apuração e não tem previsão para ser concluído.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X