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Imagens: Divulgação/TJSC

Ação voluntária de servidoras no oeste leva leitura e alegria para jovens acolhidos

“As crianças e adolescentes que estão acolhidos passaram por situação de vulnerabilidade, como maus tratos, agressões físicas, abandono... E não se pode ignorar que presenciaram, muitas......

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Por Tribunal de Justiça de SC

Imagens: Divulgação/TJSC

Servidoras da comarca de Coronel Freitas, no oeste do Estado, desenvolvem há seis meses um trabalho voluntariado cujo objetivo é incentivar a leitura para crianças e adolescentes acolhidos. Trata-se do projeto Leitura Mediada, que surgiu em outubro do ano passado, a partir de iniciativa da assessora jurídica Denize Carolina da Cunha, que logo recebeu apoio das colegas Edineia Fátima Echer Torres, chefe de cartório; e Silvana Orlandin, assistente social forense. Denize conta que, na época, percebeu a necessidade de trabalhar o emocional e o psicológico das crianças retiradas de suas famílias, mesmo que temporariamente, enquanto tramita o processo.

“As crianças e adolescentes que estão acolhidos passaram por situação de vulnerabilidade, como maus tratos, agressões físicas, abandono… E não se pode ignorar que presenciaram, muitas vezes, toda forma de violência. Por isso é muito importante que sejam proporcionadas novas e boas experiências que certamente contribuirão para outra visão do mundo”, observa. Foi então que resolveu comprar os livros e propor a dinâmica para as crianças.

Obras como “Mogli, o Menino Lobo”, “O Pequeno Príncipe”, “O Rei Leão”, “Os Animais Salvam”, “O Diário de Anne Franke”, “Frozen”, “Meu Pé de Laranja Lima” e “O Diário de um Banana”, entre outras, trazem personagens que se encontram em situações inesperadas e de grande abalo emocional. De maneira lúdica, a tendência do jovem leitor é se identificar com o protagonista da história que consegue enfrentar e até superar as dificuldades impostas.

 

Sempre com respeito ao gosto do acolhido, as servidoras sugerem o livro. Eles têm prazo máximo de 30 dias para ler, até a data marcada para apresentação da história. O encontro é sempre acompanhado de uma atividade extra, como lanche, “cinema” ou contação de história. Para a próxima narrativa, as crianças e adolescentes usarão fantasias semelhantes aos personagens dos livros que leram.

“Estamos concluindo a leitura da quarta obra. O retorno que temos das profissionais da casa lar é bastante positivo. A psicóloga, em relatório, informou um grande envolvimento dos acolhidos com a leitura e com as experiências que cada obra oferece. Inclusive, as crianças e os adolescentes criaram a própria rotina de leitura. Também se percebeu importante evolução na capacidade cognitiva deles na escrita e na decodificação, que também são objetivos do projeto”, comemora Denize, que observa ainda importante desenvolvimento da atividade criativa proporcionado pela narrativa e exposição da história.

Atualmente participam sete acolhidos. A cada nova apresentação que eles fazem é mais um capítulo de orgulho e felicidade que entra para os livros das vidas das três servidoras que atuam voluntariamente no projeto.

“Com o projeto Leitura Mediada percebi que a gente pode colaborar para o crescimento e a vida de outra pessoa. Às vezes, postergamos esperando condições melhores, mas o pouco que podemos fazer agora, o tempo que dedicamos em prol de outras pessoas, acaba sendo muito significativo”, conclui a assessora jurídica. 

Fonte: TJSC

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