Bolsa avança 0,81% e fecha em alta pelo segundo dia, aos 115.556,71 pontos

Na véspera da decisão do Copom, quando se espera corte de 0,25 ponto porcentual na Selic, para nova mínima histórica a 4,25%, o dólar se firmou...

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Por Agência Estado

Mais uma vez o Ibovespa perdeu fôlego em direção ao fim do dia, ainda assim encadeando a segunda sessão positiva, algo que não acontecia desde 22 e 23 de janeiro, quando o principal índice da B3 foi aos 119.527,63 pontos, em máxima histórica de fechamento. Nesta terça-feira, o índice encerrou em alta de 0,81%, aos 115.556,71 pontos, tendo tocado a marca de 116.555,61 pontos na máxima, saindo de 114.630,58 pontos na mínima do dia. O giro financeiro totalizou R$ 23,1 bilhões e, nessas duas primeiras sessões, o Ibovespa acumula até aqui ganho de 1,58% na semana.

Na véspera da decisão do Copom, quando se espera corte de 0,25 ponto porcentual na Selic, para nova mínima histórica a 4,25%, o dólar se firmou à tarde, recuperando a faixa de R$ 4,25 – em alta de 0,21%, a R$ 4,2583 no fechamento – e tirando um pouco do Ibovespa, em dia no qual os índices de Nova York andaram bem: os ganhos no Nasdaq chegaram a 2,10%, renovando máxima histórica de fechamento, e no Dow Jones-S&P 500 foram até 1,5% no encerramento da sessão.

O volume recorde de saques de recursos estrangeiros da B3 em janeiro, a R$ 19,157 bilhões, frustrou a expectativa de que o ano novo pudesse trazer investidores de volta, após um 2019 de escalada do Ibovespa sustentada pelo investidor doméstico, que colocou o índice aos 115.645,34 pontos no encerramento do ano, com ganho de 31,58% no período.

“Há muita coisa já precificada, então é necessário novos catalisadores para puxar o Ibovespa para cima, especialmente balanços”, aponta Ari Santos, operador de renda variável da Commcor, chamando atenção para a divulgação, amanhã, dos resultados trimestrais do Bradesco. “Em dezembro e janeiro, as ações de bancos ficaram bem para trás, pressionadas por uma variedade de fatores, e acabam segurando também o índice”, acrescenta Santos, referindo-se ao peso de 24% na composição do Ibovespa.

Bradesco ON fechou hoje em alta de 0,35% e a PN, com leve ganho de 0,06%, mas ainda acumulam perdas, respectivamente, de 6,93% e 8,40% no ano. Em 2020, as perdas da unit do Santander chegam até aqui a 14,78%, as do Itaú Unibanco PN, a 10,62%, e as do Banco do Brasil ON, a 8,65%.

Além dos balanços de bancos, o mercado aguarda também com expectativa a precificação, amanhã, da venda de ações da Petrobras pelo BNDES. Hoje, Petrobras ON fechou em alta de 2,47% e a PN, de 1,60%, com os preços da commodity ainda em terreno negativo, após ter ingressado no dia anterior em “bear market” – definido como uma perda acumulada de ao menos 20% em relação ao pico mais recente, no caso, do início de janeiro tanto para o Brent como para o WTI.

Desde que o movimento de correção foi iniciado na sexta-feira, 24, com forte ajuste na segunda-feira seguinte (-3,29% no fechamento do dia 27), o ponto mais baixo foi atingido na quinta-feira, dia 30, quando o índice chegou a 112.825,49 pontos no piso da sessão – um ajuste de 6.702,14 pontos entre a máxima histórica de fechamento e a mínima intradia desse período de correção, no qual o coronavírus foi a palavra-chave.

“A curva da doença parece ter se estabilizado, de forma que o exagero observado na reação inicial, quando não havia grande clareza sobre os efeitos e o que seria feito para conter o vírus, dá lugar agora a uma recuperação”, diz Shin Lai, estrategista da Upside Investors Research. “O BC chinês injetou liquidez para estabilizar o mercado e os ativos locais, resta saber o que o governo fará com relação à economia real”, acrescenta.

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