AMP
Billy Boss/Câmara dos Deputados

Relatora mantém punições para partido que não apresentou 30% de candidaturas femininas

A deputada Margarete Coelho (PP-PI), relatora da proposta de emenda à Constituição que trata de candidaturas femininas (PEC 18/21), apresentou parecer nesta terça-feira (15) que mantém......

Publicado em

Por Agência Câmara

Billy Boss/Câmara dos Deputados

A deputada Margarete Coelho (PP-PI), relatora da proposta de emenda à Constituição que trata de candidaturas femininas (PEC 18/21), apresentou parecer nesta terça-feira (15) que mantém as punições para os partidos que não respeitaram o mínimo de 30% de mulheres candidatas nas eleições anteriores. Margarete sugeriu que a anistia prevista na PEC seja válida apenas para a não aplicação dos recursos correspondentes a essas candidaturas.

Os deputados da comissão especial que discute a proposta pediram mais prazo para analisar melhor o relatório e a votação do texto foi adiada.

A relatora manteve na PEC, já aprovada pelo Senado, a anistia relativa à não aplicação pelos partidos do mínimo de 5% dos recursos dos fundos partidários para a promoção de candidaturas femininas. Para Margarete, a ação dos partidos nas eleições de 2020 foi dificultada pelas restrições da pandemia.

A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) elogiou as mudanças, mas disse que seu partido permanece contrário às anistias previstas. Tanto o percentual mínimo de 30% de candidaturas quanto o de 5% de recursos para a promoção da entrada de mulheres na política já existem na legislação, mas a ideia dos parlamentares é colocar as regras na Constituição Federal.

A relatora retirou da proposta a permissão para que os partidos acumulassem os recursos destinados a candidaturas femininas, efetuando a despesa em momento mais conveniente. Segundo Margarete, isso seria um retrocesso. Além disso, a redação que veio do Senado fala em uso para campanhas eleitorais, o que não seria mais permitido após a criação do Fundo de Financiamento de Campanha. A relatora explicou que fez apenas ajustes pontuais para evitar que a proposta tenha que voltar para o Senado.

Neste sentido, a redação também foi alterada para evitar que o total de 5% dos recursos para campanhas femininas seja interpretado como teto e não como um mínimo. “Para ajustar a redação, nós trouxemos o que diz a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Em vez de ‘independentemente’ do número de candidatas, seria ‘proporcionalmente’ ao número de candidatas”, esclareceu.

Cotas
A deputada Bia Kicis (União-DF) disse que é contra as cotas de gênero. “Não adianta querer forçar, querer impingir uma obrigação. Aí você acaba criando o quê? Candidaturas laranja. É isso que vai acontecer. Temos que ir na base do problema para trazer uma solução que não seja artificial.”

Reportagem – Sílvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X