Juiz confirma arquivamento de inquérito sobre vídeo íntimo atribuído a Doria

No pedido de arquivamento apresentado à Justiça nesta segunda-feira, 14, o promotor eleitoral Luis Gabos Alves afirmou que encerrou o inquérito porque, após mais de três...

Publicado em

Por Agência Estado

O juiz Emílio Migliano Neto, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, acolheu parecer do Ministério Público Eleitoral em São Paulo (MPE-SP) e determinou o arquivamento da investigação sobre o vídeo íntimo atribuído ao governador João Doria (PSDB) na campanha eleitoral de 2018. O inquérito foi aberto em novembro daquele ano a pedido do próprio tucano, que nega a autenticidade da gravação e alega ter sido vítima de difamação.

No pedido de arquivamento apresentado à Justiça nesta segunda-feira, 14, o promotor eleitoral Luis Gabos Alves afirmou que encerrou o inquérito porque, após mais de três anos, não há pistas sobre a autoria do vídeo nem meios de investigação para encontrar o responsável por divulgar a gravação.

“Considerando que após três anos de investigação a autoria delitiva permanece ignorada e não vislumbrando outras diligências úteis que possam ser encetadas, promovo o arquivamento do presente inquérito policial”, diz um trecho do ofício do juiz eleitoral.

No documento, o promotor eleitoral contraria o núcleo de criminalística da superintendência da Polícia Federal em São Paulo, que concluiu não haver sinais de adulteração no vídeo. Segundo o representante do MPE, há “indícios de que as imagens tenham sido adulteradas ou montadas”, mas que não foi possível elucidar o responsável por manipular a gravação ou divulgá-la nas redes sociais.

Ao longo da investigação, foram ouvidos dois eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que admitiram ter recebido o vídeo em um grupo de WhatsApp bolsonarista; o vereador Camilo Cristófaro (PSB), que apontou uma das mulheres na gravação como assessora da Câmara Municipal; e a própria funcionária parlamentar, que negou envolvimento no vídeo.

Um dos caminhos usados pelos investigadores foi tentar cruzar as imagens com fotos de redes sociais e fontes abertas, para tentar identificar as mulheres que aparecem no vídeo, mas a perícia concluiu que a gravação não tem qualidade suficiente que permita a análise.

Em manifestação recente sobre o caso, Doria disse ter sido vítima do “maior crime eleitoral já realizado contra um candidato na história do Brasil” e chamou o vídeo de “fraude primária”.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X