Pesquisa mapeia projetos de formação de leitores e mostra falta de apoio

“Mas isso não significa que o Brasil está parado e que os eixos do Plano Nacional do Livro e Leitura e os valores desse pacto social...

Publicado em

Por Agência Estado

Os projetos de formação de leitores existem no Brasil, em sua maioria, graças ao esforço da sociedade civil, que usa seus próprios recursos financeiros e humanos para dar andamento às suas ações, aponta a pesquisa O Brasil Que Lê, feita pelo Instituto Interdisciplinar de Leitura (iiLer) e pela Cátedra Unesco de Leitura da PUC-Rio, em conjunto com o Itaú Cultural e com a consultoria da JCastilho.
Os resultados foram apresentados ontem, 3, quando os pesquisadores envolvidos em sua realização destacaram a ausência de investimento por parte do governo federal nessas e em outras iniciativas e alertaram para a necessidade de criar e fortalecer políticas públicas nesta área.

“Mas isso não significa que o Brasil está parado e que os eixos do Plano Nacional do Livro e Leitura e os valores desse pacto social que remonta a 2006 não estejam acontecendo”, comenta José Castilho Marques Neto, professor e consultor especializado na questão do livro e da leitura. “Pesquisas como essa e a Retratos da Leitura vêm corroborar essa tese de que a sociedade civil brasileira e as instituições e poderes locais continuam atentos à questão. A grande lição é constatar que nada sairá do atual governo, mas que o Brasil não parou. O Brasil ainda quer ler mais”, completa.

Idealizada em 2019 e realizada em 2020, de forma remota por causa da pandemia da covid-19, a pesquisa teve o objetivo de mapear as iniciativas em prol da leitura, traçar o perfil dos mediadores de leitura, conhecer sua sustentabilidade e identificar as tecnologias usadas, sua origem e o público a que se destinam. Ao todo, 997 formulários foram preenchidos, mas no fim foram identificados 382 projetos.

A pesquisa foi coordenada por Denise Ramalho, feita por uma equipe multidisciplinar formada por mulheres e mostrou que pelo menos 74% dos projetos identificados são liderados por mulheres. Entre os mediadores, 60,2% são professores; 53,1%, contadores de histórias; 42,4% fazem mediação em eventos culturais; e 31,4% são bibliotecários. Quase a metade, 44,7%, atua voluntariamente e 39% utilizam recursos próprios para levar adiante os seus projetos. Na pandemia, o País ganhou 16 novas iniciativas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X