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Foto: Arquivo

Homem diz ter sido enforcado e agredido com socos e chutes por segurança de tabacaria de Cascavel

Segundo o juiz, o homem não conseguiu comprovar as alegações....

Publicado em

Por Deyvid Alan

Foto: Arquivo

Frequentemente, a CGN tem divulgado situações lamentáveis de brigas durante e após festas que são realizadas em Cascavel.

Neste sábado (26) e no domingo (27), a região Central da cidade se transformou em um cenário de guerra após uma multidão se reunir para festejar o final de semana seguido do feriado de carnaval.

Várias brigas foram registradas, na Avenida Brasil, na Rua Manoel Ribas e também na Rua Paraná, onde um jovem chegou a ser esfaqueado após uma discussão.

Na Avenida Brasil, um homem foi violentamente agredido por diversas pessoas, inclusive por seguranças. No vídeo divulgado pela CGN, é possível ver o momento que o homem caído no chão, recebe chutes na cabeça, nas costelas e ainda, quando um outro envolvido quebra uma garrafa no rosto do homem.

Situação semelhante gerou processo

Uma situação parecida aconteceu em 2020, quando um homem teria sido agredido em uma tabacaria de Cascavel e procurou o Poder Judiciário para processar o estabelecimento.

Conforme os autos do processo, na noite de 05 de setembro de 2020, o homem teria ido à tabacaria e adquirido uma garrafa de whisky. Ao sair do local , por volta das 00h30min, o homem disse ter sido abordado pelos seguranças do local.

Segundo as alegações do advogado de defesa, o homem disse ter sido surpreendido quando o segurança o segurou pelo pescoço e o conduziu a força para uma sala reservada. Ele afirmou que na sequência foi enforcado, levou socos e pontapés, bem como teria sido mantido em cárcere e torturado.

A tabacaria foi devidamente citada e apresentou contestação das alegações feitas. Conforme o advogado de defesa da empresa, o homem estaria embriagado e importunando outros clientes, tendo sido conduzido até a recepção para se retirar ao local em virtude de seu próprio comportamento. A defesa também alegou que não houve agressão física, injúria, cárcere e tortura.

Análise e decisão do Juiz

A ação foi acolhida pelo 2º Juizado Especial Cível de Cascavel e analisada pelo Juiz Leigo, Adrian Colli Gonçalves, que segundo o seu entendimento, o cliente não conseguiu comprovar que foi vítima das agressões por parte dos seguranças da tabacaria.

Conforme o magistrado, o laudo do Instituto Médico-Legal acostado aos autos, possuía data de três dias após o fato, não sendo possível comprovar pelo laudo que as lesões teriam acontecido no estabelecimento.

Ainda segundo o juiz, uma testemunha afirmou em juízo que não presenciou nenhuma agressão física, que os ânimos estavam exaltados, que o cliente foi imobilizado sendo segurado pelo pescoço, mas não pôde afirmar se houve alguma lesão.

O juiz também argumentou que a imobilização mencionada, ainda que possivelmente tenha sido prática de excesso, não provocou lesão física condizente com o laudo apresentado.

Por outro lado, a defesa da tabacaria conseguiu comprovar, mediante o depoimento de suas testemunhas, que não há sequer local reservado no estabelecimento sem a presença de outros clientes ou funcionários, conforme mencionado pelo homem.

Após a minuciosa análise dos autos, o juiz também pontuou que além da falta de provas, o depoimento pessoal do homem possuía diversas incongruências e contradições.

Assim, em decisão publicada nesta segunda-feira (28), o Juiz de Direito, Valmir Zaias Cosechen, homologou a decisão proferida pelo Juiz Leigo, Adrian Coll. O pedido de indenização por danos morais feito pelo cliente contra a tabacaria, foi julgado improcedente.

A defesa do cliente ainda poderá recorrer da decisão de primeira instância.

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