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A Praça Zumbi dos Palmares, no Pinheirinho, vai se transformar em um grande palco para a divulgação da cultura africana. Foto: Divulgação

Curitiba – Terceira edição do Cultura Africana será no dia 6 de março

O local receberá a terceira edição do evento Cultura Africana, projeto aprovado pela lei municipal de incentivo à cultura, através do edital 034/2020. O evento contará......

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Por CGN

A Praça Zumbi dos Palmares, no Pinheirinho, vai se transformar em um grande palco para a divulgação da cultura africana. Foto: Divulgação

No dia 6 de março, a Praça Zumbi dos Palmares, no Pinheirinho, vai se transformar em um grande palco para a divulgação da cultura africana.

O local receberá a terceira edição do evento Cultura Africana, projeto aprovado pela lei municipal de incentivo à cultura, através do edital 034/2020. O evento contará com apresentações artísticas, oficina de artesanato, aula de ritmos e uma feira de afroempreendedorismo com produtos artesanais com temática africana.

A Prefeitura, por meio da Assessoria de Direitos Humanos – Política de Promoção da Igualdade Étnico-Racial e a Fundação Cultural de Curitiba (FCC), apoia a iniciativa. O evento é gratuito e terá início às 14h e o encerramento será às 18h. A Praça Zumbi dos Palmares fica na Rua Orestes Eloi Zeglin, 551, no Pinheirinho.

Incentivo e Plamupir

De acordo com Marli Teixeira Leite, da Assessoria de Promoção da Igualdade Étnico-Racial, desde 2019 a Prefeitura vem estimulando o afroempreendedorismo em Curitiba.

“O auditório da Rua da Cidadania da Matriz, na Praça Rui Barbosa, foi disponibilizado para reuniões mensais da Ascenda Paraná (Associação de Empresários e Afroempreendedores para o Fortalecimento do Afroempreendedorismo)”, exemplificou.
Além disso, Marli frisou que Assessoria de Promoção da Igualdade Étnico-Racial trabalha pela realização de feiras, ações e eventos, visando a equidade racial. Ela citou como exemplo o I Plano Municipal de Promoção da Igualdade Étnico-Racial de Curitiba (Plamupir), que já está em vigor.

“O Plamupir garante a implementação e a manutenção de políticas públicas transversais e intersetoriais, bem como ações afirmativas que possibilitem às populações afrodescendente, indígena e cigana curitibanas o atendimento de necessidades específicas”, explicou

Afroempreendedorismo

A psicóloga Mauren Lisabeth dos Reis, uma das idealizadoras do projeto, explicou que a ideia surgiu em 2017 e a intenção inicial era divulgar a cultura afrodescendente e ao mesmo tempo fortalecer o afroempreendedorismo.

“O objetivo era diminuir a desigualdade sócioeconômica da população negra e seus descendentes. O mercado ganha cada vez mais empreendedores negros e muitos deles preferem apostar em um público que já conhecem bem: os afrodescendentes”, explicou Mauren.

Mauren citou ainda que o afroempreendedorismo tem ganhado força e peso, mas não aparece no dicionário. “De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) de 2013, das 23,5 milhões de pessoas donas de negócios no Brasil, 50% se declararam pretas ou pardas. Em dez anos esse número subiu 7%. Daí a necessidade de realizar mais eventos dessa natureza”, justificou.

Feira e oficina de pulseiras

A Feira de Afroempreendedores vai mostrar muitas opções de artesanatos e serviços com temática afro-brasileira e africana. As marcas Preta Fina Acessórios Femininos e Masculinos, Ateliê Lurdinha, Célia Vom, Negra Kaete, Dona Kita, J & J Meirelles trancista, Petit Poupeé Bonecas, Legro, Look da Negra, Vera Paixão estarão representadas destacando seus produtos.

Os aspirantes a artesãos não foram esquecidos. O evento prevê a realização de uma Oficina de Pulseiras Infantis com a experiente artesã Márcia Reis. Os interessados podem se inscrever no local, das 14h às 14h30. Serão duas turmas com cinco vagas. O minicurso é gratuito.

Artistas animam evento

Além da feira, o público poderá se divertir com as apresentações artísticas. A primeira delas começa às 14h. A cantora Júlia Thomaz, acompanhada da musicista Larissa Lhorent, vai mostrar a sua obra inspirada nas mulheres negras vindas da África. “Seu canto é um alerta, luta e esperança”, definiu Mauren.

Às 15h30 haverá aula de ritmos com a professora de Educação Física e terapeuta integrativa Sirlene Neves. Serão apresentados movimentos de ritmos latinos, afrocaribenhos, afro-brasileiros e africanos.

O show de encerramento será com o grupo As Serenas, formado pelas artistas Suel Machado, Andréa Black e Simone Shepp, que apresentarão músicas autorais em um ritmo bem brasileiro.

Homenagem à cultura africana

A Praça Zumbi dos Palmares homenageia o líder do Quilombo dos Palmares e a cultura africana. A área de aproximadamente 21.600 metros quadrados abriga o Memorial Africano, inaugurado em 2010, com um grande portal na entrada principal e possui 54 colunas representando os países do continente. As colunas de quatro metros de altura levam o nome de cada País, a bandeira e a localização no território africano.

As descrições e desenhos são feitos em azulejos. Além das 54 colunas, outras duas, amarelas, com o dobro do tamanho das demais, completam o portal e simbolizam a educação e a cultura. Um mosaico de pedras nas cores preta, branca e vermelha forma o mapa do continente africano, com o desenho dos países.
 

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