Italiano Ettore Ivaldi reassume canoagem slalom do Brasil para o ciclo olímpico

A contratação do italiano de 59 anos foi realizada em parceria pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) para a...

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Por Agência Estado

A canoagem slalom do Brasil se desenvolveu muito graças ao trabalho de Ettore Ivaldi entre 2011 e 2016. O treinador italiano que descobriu talentos no País e ajudou a modalidade a conquistar títulos está de volta e reassume a equipe em novo ciclo olímpico, até os Jogos de Paris, em 2024.

A contratação do italiano de 59 anos foi realizada em parceria pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) para a modalidade buscar resultados mais expressivos na França, daqui dois anos.

“Ettore é um dos principais treinadores do mundo e realizou um trabalho importante em sua primeira passagem pelo Brasil, tendo contribuído com a formação e a evolução dos nossos atletas. Tanto é que seu retorno era um desejo de todos da canoagem slalom”, comemorou o diretor de Esportes do COB, Jorge Bichara.

O italiano chega ao Brasil confiante em realizar um excelente trabalho. “Os atletas brasileiros têm muito potencial e estou aqui para extrair esse potencial deles. Decidi voltar ao Brasil para terminar o meu trabalho”, disse. “Fiquei de 2011 a 2016, vi esses atletas, que hoje são de alto nível, nascerem. E, quando me propuseram retornar, gostei da ideia justamente por isso: poder concluir um ciclo.”

O treinador foi o grande responsável pela conquista do Mundial Júnior de Ana Sátila, em 2014, no K1. Ela ainda conquistou o ouro no C1 nos Jogos Pan-americanos de Toronto, em 2015. Ettore ainda conseguiu fazer Pepê Gonçalves buscar a inédita vaga na final olímpica em 2016, nos Jogos do Rio – acabou em sexto. Os atletas festejam seu retorno e acreditam em grandes resultados sob seu comando.

“Para mim, o Ettore é o melhor treinador do mundo. Quando ele chegou, lá em 2011, lembro que não sabia nada de português e eu, ainda uma criancinha, não entendia nada do que ele dizia. O Brasil não tinha praticamente resultado nenhum a nível internacional e, quando ele foi embora, eu era a quarta colocada no ranking mundial”, ressalta Ana Sátila. “E não fui só eu que conquistei grandes resultados, o que só comprova sua competência como técnico.”

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