
Tragédia em Petrópolis: Você já ouviu falar em desencarne coletivo? Entenda
A médium Eliane Justino conversou com a CGN e explicou que na visão Espírita, essas experiências têm o objetivo de fazer os espíritos avançarem mais depressa....
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Por Deyvid Alan
Localizado na Região Serrana do estado do Rio de Janeiro, o município de Petrópolis foi atingido por chuvas muito fortes que ocasionaram diversas mortes e desaparecimentos. As chuvas que duraram cerca de 6 horas, deixaram um imenso rastro de destruição.
As inundações ocorreram repentinamente e provocaram o desabamento de terras afetando diversas residências, além de acidentes devido às enchentes. Automóveis foram levados pela chuva, uma grande quantidade de lama desceu dos pontos mais altos, a situação da cidade ficou caótica.
Até o momento desta publicação, 129 pessoas foram encontradas sem vida e muitas ainda estão desaparecidas, seja porque morreram afogadas, seja porque morreram soterradas. Adultos, crianças, famílias inteiras se foram nesta tragédia.
Para tentar ajudar as famílias nesse momento tão difícil, um cascavelense está em Petrópolis acompanhado e auxiliando nos trabalhos.
De acordo com o cantor Bruno Novak que já foi voluntário em outras tragédias como a de Brumadinho, ele ficou comovido com a situação e foi para Petrópolis para ajudar no que for preciso.
Visão Espírita sobre mortes em grandes tragédias
Em conversa por telefone com a médium Eliane Justino, ela explicou à CGN sobre a visão do Espiritismo sobre tragédias que tiram a vida de diversas pessoas de uma só vez.
Segundo Eliane, para a crença, o desencarne coletivo ocorre quando um grupo de espíritos comprometidos com um mesmo débito ou com débitos semelhantes, em reencarnações passadas, se associam na espiritualidade, antes do nascimento, para realizar um trabalho redentor.
De acordo com o Livro dos Espíritos, um dos 5 usados como base para a codificação, essas experiências têm o objetivo de fazer os espíritos avançarem mais depressa e as calamidades são frequentemente necessárias para fazer com que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos ajustes que necessitariam de muitos séculos.
A médium contou também que os desencarnes coletivos são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência, de mostrar sua paciência e sua resignação ante a vontade de Deus, ao mesmo tempo em que permite demonstrar seus atos de generosidade e de caridade.
Ela ressaltou que isso se observa facilmente durante esse tipo de acontecimento, onde se vê muita comoção popular, com várias pessoas se unindo para ajudar os vitimados e as famílias enlutadas.
Outras tragédias explicadas na visão Espírita
Boate Kiss
O incêndio na boate Kiss ocorreu em Santa Maria (RS), no dia 27 de janeiro de 2013. A tragédia matou 242 pessoas, sendo a maioria por asfixia, e deixou mais de 630 feridos.
Através da comunicação dos espíritos desencarnados com o plano físico, sabemos que o desencarne coletivo foi um resgate por faltas cometidas em séculos passados.
Pelas coincidências dos fatos, acredita-se que os jovens tenham sido responsáveis pela morte de centenas de pessoas em câmaras de gás na Alemanha.
Mortes durante a pandemia
A pandemia do coronavírus, que teve início em 2019, é causa de inúmeras mortes no mundo todo. Só no Brasil, em 2020 e 2021, foram milhares de pessoas desencarnadas em razão do vírus.
No livro No Rumo do Mundo de Regeneração, Divaldo Franco, pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda, explica que essa tragédia faz parte do processo de mudança moral do planeta para o mundo de regeneração.
Responsabilidades
Cabe ressaltar que essa matéria expõe a visão da situação de acordo com o Espiritismo, que acima de qualquer coisa, prega o bem, a caridade e o amor ao próximo.
Também vale lembrar que a responsabilidade do ser humano diante esse tipo de tragédia não está sendo dispensada ou questionada, aliás, não é o foco da publicação.
É certo que as catástrofes naturais, enchentes, deslizamentos e outros, são também consequências da ação humana, do desmatamento, da falta de responsabilidade do indivíduo e a despreocupação dos governantes na tomada de medidas necessárias para a solução dos problemas ambientais, sem contar ainda os sociais, que obrigam milhares de famílias a viverem em locais de risco.
Independente da crença de cada um, a tristeza com a perda de uma ou mais vidas é inevitável. Assim, emanamos a todas as famílias enlutadas, os nossos melhores sentimentos.
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