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Alta na taxa Selic aumentou a taxa de juros e encareceu os financiamentos Foto: Divulgação

Aquisição de imóveis fica dificultada em PG

Alta na taxa dos financiamentos e alteração na legislação municipal encarecem a compra da casa própria na cidade...

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Por CGN 1

Alta na taxa Selic aumentou a taxa de juros e encareceu os financiamentos Foto: Divulgação

Dois fatores distintos já começam a impactar no mercado imobiliário de Ponta Grossa, que dificultam o acesso à aquisição de imóveis na cidade. Enquanto um é referente à legislação municipal, que reflete no segmento de casas populares, o outro é uma consequência da macroeconomia nacional, que traz reflexos em todo o país. São fatores que trazem incerteza às construtoras, que preveem redução nos negócios, e até por esse fato, algumas empresas do setor, especialmente as que constroem casas mais acessíveis, já estão ampliando investimentos em outras cidades, reduzindo os aportes na cidade, ou até mesmo deixando o município, como informou o presidente da Associação Paranaense de Construtores (APC), Ariel Tavares.

No caso da macroeconomia, houve o aumento da Taxa Selic no início deste mês, que agora chegou à marca de 10,75%. Isso já causou o aumento na taxa de financiamento para os imóveis financiados com recursos da poupança (SBPE), encarecendo a aquisição de imóveis para médio e alto padrão, explica Tavares. “Esses aumentos na Selic começaram no ano passado, e as altas ocorreram praticamente mês a mês. Agora chegou nos dois dígitos e os bancos já repassaram isso”, resume. De acordo com ele, a taxa de juros mais que dobrou no período de alguns meses. “Em 2020, chegamos a pegar financiamentos com juros de até 3,99% ao ano, que chegava a ser até mais baixo que o Minha Casa Minha Vida, mas nesse ano os bancos já estão em 9,8%, 9,9%, e alguns até em 10,12% e 10,89%”, explicou. Segundo ele, a taxa mais barata hoje está próxima de 9% (Caixa). 

Para exemplificar e ilustrar o que isso significa na prática, Tavares lembra o caso de um cliente, que deixou de adquirir em 2021, e agora pegou um financiamento com parcelas mais altas, mesmo financiando menos. “Teve uma casa que fiz simulação quando a Selic estava baixa, e os juros estavam em 6,49%, em agosto ou setembro do ano passado – o financiamento de R$ 440 mil ficava com parcelas de R$ 4,1 mil. Ele não fechou, e acabou decidindo no mês passado: ele parcelou R$ 400 mil e já foi para R$ 5,2 mil a parcela, então é um impacto bem relevante na parcela. Com isso, a médio e longo prazo, deve haver redução nas vendas de imóveis”, informou. 

Se por um lado isso deve reduzir os financiamentos de médio e alto padrão, Ariel Tavares explica que a Caixa terá mais dinheiro para financiar imóveis populares. E isso deve fomentar a construção de mais moradias populares, contribuindo na redução do déficit habitacional. Contudo, é neste ponto que o presidente da APC relata um fator municipal, que deve prejudicar a construção de novas casas populares na cidade de Ponta Grossa: a alteração na Lei nº 10.408/2010, publicada no Diário Oficial do Município no dia 14 de janeiro, que amplia a testada (largura do terreno) de habitações de 5 metros para 6 metros, e eleva a área mínima do terreno para 120 m².

“As alterações na legislação vão reduzir o volume de construção e vai dar uma freada neste setor na cidade. Com isso, os empresários podem migrar para outro padrão de construção, como o médio, mas no momento, já há um bom volume de construção neste ramo. E o problema é que com a taxa alta, vai inviabilizando, pela redução de vendas. Então muitos construtores que não são da cidade já estão comprando terreno em outras cidades e saindo de Ponta Grossa”, pondera Ariel Tavares. 

Setor prevê crescimento de 2%

Se em Ponta Grossa há esse cenário de incertezas neste ano, para outros municípios e outras regiões paranaenses e brasileiras há um cenário otimista para 2022. Dados de mercado divulgados pela Câmara Brasileira de Indústria da Construção (CBIC) apontam para um crescimento dessa fatia da economia de 2%. O aquecimento do setor é confirmado por uma pesquisa realizada pelo Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR): segundo a entidade, 66% das empresas associadas à instituição pretendem aumentar o nível de atividade em 2022. Ainda segundo o levantamento do Sindicato, 68% das empresas no Paraná têm lançamento programado ou intenção de lançar algum empreendimento em 2022.

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