Em ato de filiação ao PSD, Marcelo Ramos critica Bolsonaro e exalta CPI da Covid

“Conforme a CPI foi se consolidando, a vacinação foi crescendo”, disse Ramos, ao elogiar o senador Omar Aziz (PSD-AM), que presidiu a Comissão e estava presente...

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Por Agência Estado

Durante o ato de sua filiação ao PSD, o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos, disse nesta quarta-feira, 9, que o motivo de sua saída do PL foi a “absoluta incompatibilidade” com o presidente Jair Bolsonaro. Ele também exaltou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, instalada em 2021 no Senado e que apontou omissões do governo na pandemia.

“Conforme a CPI foi se consolidando, a vacinação foi crescendo”, disse Ramos, ao elogiar o senador Omar Aziz (PSD-AM), que presidiu a Comissão e estava presente hoje no evento de filiação.

Ao justificar sua entrada no partido comandado pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, Ramos disse que o PSD se coloca no centro político ideológico e tem um projeto moderado. “O Brasil não cabe dentro de esquerda e de direita porque ele é diverso”, declarou.

O vice-presidente da Câmara também afirmou ter certeza de que o PSD não estará no palanque de Bolsonaro nas eleições de outubro. A saída de Ramos do PL foi decidida em consenso com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto. “Ele entendeu a absoluta incompatibilidade que existia entre o que eu acredito e o projeto que o partido escolheu para seguir”, disse.

Além de Aziz e Kassab, também participaram do evento de filiação, realizado na Câmara, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o líder do partido na Casa, Antonio Brito (PSD-BA), além de parte das bancadas da legenda na Câmara e no Senado.

Na segunda-feira, 7, Ramos, agora filiado ao PSD, disse que o ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido) poderia dar “equilíbrio” e “moderação” à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência. O ex-tucano é cotado para concorrer como vice do petista.

Durante o evento de hoje, Kassab afirmou que se reuniu com Lula nesta semana e evitou descartar uma aliança com o PT no primeiro turno da eleição, mas reafirmou que o PSD deve ter candidatura própria à Presidência.

O ex-prefeito de São Paulo reforçou o convite para que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), seja o nome da sigla ao Palácio do Planalto, mas admitiu que também trabalha com a possibilidade de o candidato ser o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB).

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