Taxas de juros têm correção para cima, de olho em payroll, fiscal e agenda cheia

Assim, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 subiu de 11,916% a 11,98% (regular) e 11,985% (estendida). O janeiro 2024 passou de 11,316%...

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Por Agência Estado

As surpresas com o relatório de emprego (payroll) dos Estados Unidos, a correção das quedas recentes, a preparação para a agenda forte da próxima semana e as propostas para redução de impostos de combustíveis levaram os juros a um movimento forte de alta nesta sexta-feira. Como os contratos mais longos são os que tiveram salto maior, diminuiu sensivelmente o diferencial entre as taxas de 2023 e 2027, que saiu de -93 pontos-base na sexta-feira passada a -74 neste dia 4 de fevereiro, em um processo de ‘flattening’ da curva.

Assim, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 subiu de 11,916% a 11,98% (regular) e 11,985% (estendida). O janeiro 2024 passou de 11,316% a 11,47% (regular) e 11,465% (estendida). O janeiro 2025 avançou de 10,88% a 11,085% (regular e estendida). O janeiro 2027 saltou de 10,965% a 11,24% (regular, na máxima) e 11,22% (estendida). E o janeiro 2029 foi de 11,15% a 11,45% (regular, na máxima) e 11,44% (estendida).

A grande agenda desta sexta-feira foi o payroll americano em janeiro, que mostrou que as condições do mercado de trabalho nos EUA estão cada vez mais apertadas. Não só houve a criação líquida de 467 mil empregos (acima do consenso de 150 mil) como houve revisão dos dados de novembro (de 249 mil a 647 mil) e dezembro (de 199 mil a 510 mil). E o salário médio saltou 0,73% na margem no mês passado, superando a previsão de alta de 0,50%.

Assim, a taxa da T-note de 2 anos subiu a 1,311%, de 1,185% na quinta, e a de 10 anos avançou a 1,924%, de 1,827%.

Este empurrão nos juros lá fora pegou uma curva doméstica que já dava sinais de correção. Nos últimos dias, houve uma sensível redução nos prêmios em todos os vértices e o cenário desta sexta era propício para aparar as arestas dos exageros recentes.

A agenda da próxima semana é recheada de indicadores-chave da economia, o que alimenta este cenário de reequilíbrio. Tem a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) na terça-feira, o IPCA de janeiro e as vendas no varejo na quarta-feira, o volume de serviços na quinta-feira e o IBC-Br na sexta-feira.

Além disso, os agentes ficam de olho nas propostas para redução de impostos dos combustíveis, que proliferaram nos últimos dias, à espera de uma decantação das ideias para fazer um cálculo de impacto fiscal mais acurado. Uma das propostas, apresentada no Senado, ganhou o apelido de ‘PEC Kamikaze’ pela equipe econômica.

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