De olho em dólar, taxas de juros têm queda na véspera do Copom

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 caiu de 12,269% no ajuste de segunda-feira para 12,155% (regular) e 12,165% (estendida). O janeiro 2025...

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Por Agência Estado

Os juros futuros seguiram perdendo prêmios nesta terça-feira, desta vez com mais intensidade na parte curta da curva, que passa a embutir uma chance maior de Selic ao fim do ano em 12,25%. O mercado espera pelas definições do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira. Com o aumento de 1,50 ponto porcentual já precificado, as atenções se voltam para o teor do comunicado, na esperança de o Banco Central sinalizar com clareza quais serão os próximos passos da política monetária brasileira. A baixa forte do dólar ante o real tem efeito desinflacionário, contribuindo para o movimento. Questões fiscais domésticas, como a PEC dos Combustíveis, ficam no radar dos agentes.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 caiu de 12,269% no ajuste de segunda-feira para 12,155% (regular) e 12,165% (estendida). O janeiro 2025 recuou de 11,273% a 11,100% (regular e estendida). E o janeiro 2027 foi de 11,222% a 11,10% (regular) e 11,06% (estendida).

A liquidez um pouco mais estreita fez com que operações pontuais causassem efeito maior de baixa ou de alta na curva. Na terça-feira passada, a movimentação já havia sido fraca, em razão do feriado municipal de 25 de janeiro. Assim, para efeito de comparação, o DI janeiro 2023 movimentou 413 mil contratos nesta terça, ante 465 mil há 15 dias; o janeiro 2025, 219 mil, ante 218 mil; o janeiro 2027, 102 mil, ante 98 mil.

Para agentes do mercado de juros, o movimento menor nesta terça se deve à expectativa com o Copom. É unânime na curva de juros e entre os analistas consultados pelo Projeções Broadcast a aposta em uma alta de 1,50 ponto porcentual da Selic, a 10,75%, tal qual já prescrita na comunicação recente do Banco Central.

Resta agora dúvidas sobre quais serão as indicações adiante. Analistas lembram que a gestão de Roberto Campos Neto tem sido muito transparente e vocal quanto aos movimentos futuros, e há certa aposta que na quarta-feira não será distinto.

Para o banco de investimento canadense TD Securities, a alta de quarta será a última na magnitude de 1,50 ponto. “Depois o BC começará a diminuir o ritmo de alta nas três reuniões seguintes. Nesse caso, deve haver alguma indicação de uma perspectiva de política monetária menos agressiva (embora com aumentos contínuos)”, escreveram, em relatório enviado a clientes.

Na curva de juros, os preços embutem uma Selic a 11,71% em maio, ou seja, uma chance de 84% da taxa estar em 11,75% e 16%, em 11,50%. Ao fim do ano, a precificação é de 12,28%, 88% de chance de juro a 12,25% e 12% em 12,50%.

O mercado de juros ficou de olho ainda no desenrolar da cena fiscal, que ganha novos capítulos a partir de quarta, com o retorno das atividades do Congresso. Após se reunir fora da agenda com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que a PEC dos Combustíveis terá foco no diesel.

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