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Assessoria Palmeiras

Estudioso, precoce e vencedor: conheça Paulo Victor Gomes, o técnico campeão da Copinha

Foi uma decisão certeira. Paulo Victor concluiu a faculdade, fez pós-graduação, tirou todas as licenças disponibilizadas pela CBF Academy e, aos 33 anos, levou o Palmeiras......

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Por Palmeiras

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Paulo Victor Gomes tinha 18 anos e estava no Sub-20 do XV de Jaú quando desistiu de tentar a carreira de atleta profissional. Concluiu que, para realizar o desejo de ganhar a vida com o futebol, seria melhor estudar. “Jogava de volante e zagueiro. Tinha bom passe e boa leitura de jogo, mas me faltavam força e intensidade”, explica. “Decidi parar e cursar Educação Física. Logo no primeiro treino, em uma quadra de futsal, percebi que seria mais feliz como técnico do que como jogador.”

Foi uma decisão certeira. Paulo Victor concluiu a faculdade, fez pós-graduação, tirou todas as licenças disponibilizadas pela CBF Academy e, aos 33 anos, levou o Palmeiras ao inédito título da Copa São Paulo de Futebol Júnior. A conquista, obtida com goleada sobre o Santos por 4 a 0, completa uma semana nesta terça-feira, dia 1º de fevereiro.

“Nos minutos finais, passou um filme pela minha cabeça”, conta PV, como o profissional é conhecido no universo da base. “Eu me lembrei da minha infância e da paixão que sempre tive pelo futebol. Ser um dos responsáveis por esse momento histórico do clube é muito prazeroso.”

Experiência na Seleção

Paulo Victor iniciou a carreira de treinador em um colégio de Barra Bonita (SP), cidade com cerca de 35 mil habitantes onde cresceu. Deu aulas de futebol e futsal a crianças de 4 a 17 anos antes de ser chamado, em 2013, para trabalhar na base do Novorizontino. Lá, treinou equipes de diferentes categorias até chamar a atenção da direção do Alviverde – ele já havia feito um estágio na Academia II, em Guarulhos (SP).

Contratado pelo Verdão em 2015, comandou por seis meses o Sub-16 e, na temporada seguinte, assumiu o Sub-15. Não demorou a demonstrar sua competência. Campeão estadual naquele ano e da Copa Nike de 2017, recebeu convite da CBF para, inicialmente, conciliar o trabalho no Palmeiras com o de treinador da Seleção Brasileira Sub-15.

“Na verdade, foi mais do que um convite; foi uma convocação”, lembra-se PV. “Exerci as duas funções até o início de 2018, quando a CBF oficializou a minha contratação. Trabalhei na base da Seleção por quatro anos, agregando experiências que me tornaram um profissional melhor. Foi um período importante para a minha formação.”

Importante e vitorioso. À frente da equipe Sub-15 do Brasil, Paulo Victor faturou o Campeonato Sul-Americano de 2019, no Paraguai. Naquele ano, ainda atuou como auxiliar técnico de André Jardine na conquista do Torneio de Toulon Sub-23, na França, que serviu como preparação para a Olimpíada de Tóquio, no Japão, em 2021.

PV e Jardine costuraram uma parceria entrosada, que culminou na segunda medalha de ouro seguida da Seleção Brasileira no futebol masculino. “Tivemos uma sinergia forte. Fico muito orgulhoso por ter dado a minha parcela de contribuição a esse ciclo bem-sucedido”, diz.

Projeto consolidado

Em outubro do ano passado, Paulo Victor abriu mão do cargo que ocupava na CBF para voltar ao Palmeiras, desta vez como treinador do Sub-20. Pesou em sua escolha a chance de concluir a formação de atletas com quem trabalhara durante a primeira passagem pelo Verdão.

“Quando saí, a nossa Base vivia um momento de construção, de transformação de mentalidade. Quando retornei, já encontrei um projeto sólido e consolidado, além de um grupo de jogadores com nível de caráter altíssimo”, enaltece. “O clube tem hoje uma captação agressiva na busca por novos talentos e desenvolve um trabalho de campo bem feito, com intercâmbio entre os profissionais de diversas áreas. Novas safras estão surgindo e outras ainda virão no futuro.”

O conhecimento de PV sobre o elenco e a infraestrutura do Centro de Formação de Atletas acelerou a montagem do time, que em dezembro ganharia o pentacampeonato do Paulista Sub-20 e ainda receberia a oportunidade de representar a equipe profissional nas duas últimas rodadas do Brasileirão, contra Athletico-PR e Ceará.

O ótimo rendimento dos garotos diante de equipes da Série A nacional colocou o Palmeiras no rol dos principais candidatos ao troféu da Copa São Paulo. “O favoritismo se dava pelo trabalho do clube e por seus recentes resultados. Mas, dentro de campo, procuramos respeitar todos os adversários. A Copinha é a Copa do Mundo da base e não permite vacilos”, ensina o técnico. “Sabíamos que teríamos nove partidas em 20 dias e encaramos cada uma delas como uma decisão.”

Garotos crescidos

Classificado como líder do Grupo 28, o Verdão eliminou Mauá (4 a 0) e Atlético-GO (3 a 0) antes de encarar o Internacional-RS, pelas oitavas. A vitória por 2 a 1 sobre o atual campeão brasileiro sub-20 injetou ainda mais confiança na equipe, que teria pela frente o Oeste nas quartas. O duelo em Barueri, que acabou com triunfo palmeirense por 5 a 2, ficou marcado por um gol de bicicleta anotado por Endrick.

“Quando vi a bola encobrindo o goleiro, virei o rosto em direção aos meus auxiliares, abaixei a cabeça e dei risada, porque não é qualquer jogador que faz um gol como aquele”, reconhece Paulo Victor.

Na semifinal, o Maior Campeão do Brasil enfrentou o São Paulo, com torcida única do rival na Arena Barueri. E a garotada alviverde demonstrou controle emocional para superar o oponente por 1 a 0.

“Esse é um grupo de jogadores com personalidade, que não se deixa intimidar pelas adversidades. Estávamos seguros de que faríamos um grande jogo, mesmo com toda a pressão”, afirma PV. “Resgatamos a experiência do Brasileiro do ano passado, quando jogamos na Arena da Baixada contra o time profissional do Athletico-PR, diante de 25 mil torcedores. Agradeço à comissão técnica do Abel Ferreira pela chance que nos deu, pois ela somou demais para os meninos.”

Sonho realizado

A vitoriosa campanha culminou com a excepcional atuação palestrina na decisão contra o Santos, no Allianz Parque. Aos 15 minutos do primeiro tempo, o Verdão já ganhava por 3 a 0, com gols de Endrick, Giovani e Gabriel Silva. O placar final de 4 a 0, ainda que elástico, foi insuficiente para expressar a enorme superioridade do Alviverde.

“O nosso time tem essa característica de pressionar alto, de não deixar o oponente jogar. Marcamos três gols em três finalizações e depois conduzimos o jogo com tranquilidade”, analisa o técnico. “Foi um momento histórico, especial para todos que participaram dele. Vencer uma final dentro da nossa casa é algo gratificante, que vai ficar marcado para sempre. Mas não estamos satisfeitos. Continuaremos nos dedicando ao máximo para formar grandes jogadores e grandes campeões. Afinal, é esse o objetivo da Base do Palmeiras”, finaliza.

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