Comércio e serviços puxam desempenho das PMEs em 2021; agropecuária cai

Na outra ponta, as receitas das PMEs ligadas à agropecuária caíram 10,7% e à Indústria, 5,9%, na mesma base comparativa. As de Infraestrutura, por sua vez,...

Publicado em

Por Agência Estado

As receitas da Pequenas e Médias Empresas (PMEs) de comércio e serviços subiram, respectivamente, 11,7% e 13,5% em 2021 em relação ao ano anterior. Os números são do Índice Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMES), lançado nesta quinta-feira, 27, pela Omie, startup que oferece softwares de gestão em nuvem para cerca de 100 mil negócios de menor porte Brasil.

Na outra ponta, as receitas das PMEs ligadas à agropecuária caíram 10,7% e à Indústria, 5,9%, na mesma base comparativa. As de Infraestrutura, por sua vez, caminharam de lado, com uma leve baixa de 0,3%. Esses desempenhos limitaram o resultado consolidado do índice, que fechou praticamente estável no passado ao cair 0,1% ante 2020.

O estudo atribui o bom desempenho dos setores de comércio e serviços ao avanço da vacinação contra a covid-19 no Brasil e a reabertura da economia. Os especialistas explicam ainda que em um ano desafiador para o ecossistema empresarial, a atividade econômica ganhou fôlego no segundo semestre de 2021.

Ao levar em consideração as regiões do País, o desempenho das pequenas e médias empresas em 2021 foi fraco no Sudeste (0,1%) e Nordeste (-2,9%). Mas a movimentação financeira real desses negócios avançou no Sul (+4,0%), Centro-Oeste (+2,6%) e Norte (+1,8%)

A análise da Omie, que passará a ser lançada mensalmente, é baseada em dados anonimizados de movimentações financeiras de contas a receber de mais de 87 mil clientes da startup com faturamento de até R$ 50 milhões anuais. Os número são deflacionados com base nas aberturas do IGP-M (FGV), tendo como base o índice vigente no último mês de análise.

Projeções

Apesar dos efeitos mais duradouros da pandemia, as projeções do IODE-PMEs apontam um avanço de 1,2% em 2022, com destaque para os setores de Serviços e Agropecuário. “O cenário tem como base a perspectiva de continuidade da retomada que vem sendo observada no mercado de trabalho, viabilizada pela reabertura da economia com o avanço da vacinação, além da projeção de maior controle da inflação frente ao observado no ano anterior”, afirma Felipe Beraldi, especialista de Indicadores e Assuntos Econômicos da Omie.

Por outro lado, a recente subida da taxa Selic pelo Banco Central tende a atenuar os efeitos positivos esperados sobre as atividades das PMEs neste ano, avalia a Omie.

Diante desse contexto, como destaques setoriais negativos para 2022, o índice elenca novamente a Indústria – que deve continuar sofrendo no início do ano com o desbalanceamento das cadeias produtivas globais – e, em particular, o segmento de Construção (que integra o setor de Infraestrutura).

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X