AMP
© REUTERS/Thomas Peter/Direitos Reservados

Em evento, professores e alunos avaliam cenário da pesquisa acadêmica

De acordo com Marcio de Miranda Santos, diretor-presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), mestres e doutores têm tido dificuldades para encontrar um emprego......

Publicado em

Por CGN

© REUTERS/Thomas Peter/Direitos Reservados

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) promoveu hoje (10) um debate para discutir as dificuldades enfrentadas pelos jovens cientistas no Brasil. Professores e alunos avaliaram o cenário da pesquisa acadêmica no Brasil e os dilemas sobre continuar no país ou se mudar para o exterior para manter o trabalho dedicado à ciência. O painel foi chamado de “Fico ou Não Fico?'', em alusão aos 200 anos do Dia do Fico, quando D. Pedro I decidiu permanecer no Brasil. 

De acordo com Marcio de Miranda Santos, diretor-presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), mestres e doutores têm tido dificuldades para encontrar um emprego formal no Brasil após a formação. Segundo Santos, a empregabilidade está relacionada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

“Cada vez mais leva-se mais tempo para entrar em um emprego formal no caso dos diplomados em doutorado em nosso país. Quando o PIB vai mal, o emprego vai mal, quando o PIB se recupera, o emprego formal de mestres e doutores também se recupera”, avaliou. 

Durante os debates, Helena Russo, formada em Química pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), disse que vai iniciar um pós-doutorado nos Estados Unidos e pretende voltar ao Brasil para estabelecer uma linha de pesquisa no país. Helena ressaltou que pode trazer o conhecimento que adquirir no exterior e contribuir para o desenvolvimento da ciência brasileira. 

“O que a gente tem observado muito nos últimos anos é uma quantidade de mão de obra altamente qualificada de mestres e doutores que são formados todos os anos no Brasil e que, infelizmente, essa mão de obra não está sendo absorvida. O número de concursos que são abertos e o número de bolsas de pós-doutorado concedidas não são suficientes para todos. Naturalmente, os jovens vão buscar outras oportunidades no exterior, é inevitável”, comentou. 

Patricia Cortelo, formada em Química, disse que fez doutorado no exterior e quando retornou ao Brasil sentiu a escassez do número de bolsas de estudos disponíveis. Ela também deseja ficar no país. 

“Não consigo fazer planos a médio e longo prazo. Meus planos são a curto prazo, tanto pela escassez de concursos, quanto de vagas na indústria. Essa desaceleração industrial do país também afetou bastante essa questão de disponibilidade de vagas”, afirmou. 

Na semana passada, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou que o orçamento previsto para 2022 terá aumento de 17% em relação ao do ano passado e que os recursos permitirão zerar o déficit de pagamento de bolsas de pós-graduação.

Fonte: Agência Brasil

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X