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Mulher negra é acusada de furto em ônibus e carteira é encontrada com mulher branca durante ação da PM; vídeo

O caso aconteceu na última quinta-feira (16) na linha Santa Cândida - Capão Raso, em Curitiba...

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Por Luiz Oliveira

Uma mulher negra teve a bolsa revistada por um policial militar dentro de um ônibus biarticulado, após ter sido acusada por um idoso de ter furtado uma carteira, porém o objeto foi encontrado com outra passageira, uma mulher branca. Toda a ação foi registrada em vídeo por uma passageira e viralizou em uma rede social com um desabafo sobre racismo. O caso aconteceu na última quinta-feira (16) na linha Santa Cândida – Capão Raso, em Curitiba.

As imagens mostram o momento em que os policiais vão até a mulher negra indicada pelo idoso e revistam sua bolsa em busca da carteira furtada. Pouco tempo depois, outra passageira se aproxima dos policiais dizendo que viu o furto e que na verdade a autora do crime seria uma mulher branca. Os policiais se dirigem até a jovem acusada, pedem para outra mulher puxar um objeto de dentro da calça da suspeita e confirmam tratar-se da carteira furtada.

O objeto foi devolvido ao idoso e a suspeita foi encaminhada para a Central de Flagrantes.

Na publicação, a passageira que gravou o vídeo conta que estava indo para o trabalho, quando ouviu “os gritos de uma senhora bem desesperada”. “Ela se levantou para entender porque estava sendo acusada e eu fui atrás gravar. Nesse momento, policiais que estavam dentro de uma viatura que passava pela lateral do ônibus entraram e foram diretamente abordar a moça. Até porque a maioria das pessoas no ônibus dizia que teria sido ela a autora do roubo”, relatou a jovem.

O caso seria uma demonstração de racismo, de acordo com a autora do texto. “As pessoas estavam tentando me convencer que não era racismo e que isso sempre acontece. As pessoas aplaudiram a atividade dos policiais, mas não fizeram nada para ajudar a moça, nem ao menos para pedir desculpas. Curitiba é racista sim!”, disse ela.

A mulher negra acusada injustamente não teria registrado um boletim de ocorrência sobre a situação.

Nota da PM

Em nota, a Polícia Militar afirma que a abordagem à passageira negra foi feita com o consentimento dela e que o caso “foi resolvido de forma rápida e eficaz”. O texto também diz que a corporação atua “independente de cor, raça ou gênero”. Leia na íntegra:

“Uma equipe da Polícia Militar foi acionada, em 16/01/2020, por volta das 14h20, na região central de Curitiba, quando estava em deslocamento pela travessa da Lapa, devido a um roubo/furto de uma carteira em um biarticulado, e prontamente agiu. Os policiais entraram no ônibus, fizeram uma avaliação imediata e abordaram quem as vítimas indicaram, conseguindo, assim, recuperar os pertences das vítimas idosas que, naquele momento, encontravam-se em situação de vulnerabilidade.

Os policiais resolveram a situação demonstrando que a PM é uma instituição absolutamente treinada, preparada e pode ser acionada sem nenhum formalismo, ou seja, até com um aceno de mão, atua no momento em que o problema está acontecendo e, com uma intervenção rápida,
conseguiu resolver o problema que se apresentava.

Independente de cor, raça ou gênero a PM atua com objetivo de salvaguardar vidas e proteger aqueles que, por ventura, encontrem-se vulneráveis ou necessitados de apoio da Corporação. A PM abordou, neste caso, uma mulher negra, que foi indicada pelas vítimas, mas fez a abordagem com o
consentimento dela, assim como abordou outra mulher, igualmente indicada no local.

No entanto, é importante lembrar que o caso foi resolvido de forma rápida e eficaz, por policiais de uma unidade de atuação em rodovia, mas que não se negaram a atender uma situação em perímetro urbano, uma vez que a PM pode atuar em qualquer região ou lugar do Estado, de maneira desburocratizada e objetivando a solução. A PM atua juntamente com a população e foi com informações de populares que conseguiu resolver esta situação e devolver os pertences ao cidadão, além de garantir a segurança para toda a comunidade que estava naquele ônibus.

A Polícia Militar, em sua doutrina de emprego operacional, processos de formação e qualificação profissional, não possui qualquer forma de distinção étnico-racista ideologicamente concebida e nem direciona ações e operações policiais militares que mirem afrodescendentes. O trabalho policial é atender a população em suas necessidades, e foi neste sentido que a equipe policial atendeu a ocorrência, após ser solicitada. Além de estar nas ruas para qualquer situação, a PM também pode ser acionada pelo 190 – telefone de emergência, além do APP 190 PR.”

As informações são do site Banda B.

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