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Abastecimento da caixa de água da Vila Coqueiros, no Sítio Cercado pelo programa Reserva Hídrica do Futuro. Curitiba, 17/02/2021. Foto: Pedro Ribas/SMCS

Reserva Hídrica, Pirâmide Solar e Desafio 100 mil árvores são destaque no Meio Ambiente

Entre os destaques do ano da Secretaria Municipal do Meio Ambiente estão os programas Reserva Hídrica do Futuro, lançado para minimizar os efeitos da crise hídrica......

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Por CGN

Abastecimento da caixa de água da Vila Coqueiros, no Sítio Cercado pelo programa Reserva Hídrica do Futuro. Curitiba, 17/02/2021. Foto: Pedro Ribas/SMCS

Membro da rede C40, de cidades unidas na luta contra as mudanças climáticas, Curitiba tem uma série de ações para amenizar o aquecimento do planeta. Em 2021, mais uma vez mostrou pioneirismo.

Entre os destaques do ano da Secretaria Municipal do Meio Ambiente estão os programas Reserva Hídrica do Futuro, lançado para minimizar os efeitos da crise hídrica e garantir o abastecimento de água; o Desafio das 100 Mil Árvores, relançado e com distribuição de mudas ampliada para a população; e a Pirâmide Solar da Caximba, cujo edital foi lançado em julho (veja mais abaixo).

“São medidas que constam no nosso Plano de Ação Climática, que começamos a implementar de forma mais sistemática em 2021”, diz a secretária Marilza do Carmo Oliveira Dias.

“Mas tudo é resultado de um trabalho que vem sendo construído ao longo dos últimos anos”, completa, ao lembrar da vocação da capital paranaense na criação e preservação de áreas verdes, plantios de árvores e gestão de resíduos.

Um dos exemplos é a rede de coleta de resíduos. Além dos caminhões que recolhem o lixo domiciliar e reciclável porta a porta, conta com os Ecopontos, que chegaram a dez neste ano. “Com mais opções de descarte, reduzimos o uso do aterro sanitário e, como consequência, os gases nocivos para as mudanças climáticas”, reforça a secretária.

Água para todos e para as futuras gerações

A Reserva Hídrica do Futuro é um programa de governo de resiliência e adaptação às secas decorrentes das mudanças climáticas. Com as ações previstas, que incluem a interligação das antigas cavas do Rio Iguaçu para a formação de lagos, deve ser possível suprir o abastecimento de água para a população em momentos de estiagem.

Em solenidade no Palácio 29 de Março, o prefeito Rafael Greca e o governador Carlos Massa Ratinho Júnior assinaram em setembro os decretos que criam a Reserva. Também foi instalado o grupo de trabalho responsável pela sua implantação e assinado o Termo de Cooperação Técnica necessário para as ações conjuntas.

Levantamentos preliminares indicam a capacidade de reserva de 43 bilhões de litros de água somente dentro dos limites de Curitiba.

O projeto prevê, também, a proteção das áreas com planos de ocupação ordenada e a criação de parques. Já estão em andamento ações de sensibilização da população para o consumo consciente da água e aumento da capacidade de reservação com a implantação de 30 poços subterrâneos e instalação de reservatórios em áreas de maior vulnerabilidade social.

Para o professor de Educação Física Aguinaldo Antonio Souto dos Santos, responsável pelo projeto Amigos da Bola, na Vila Coqueiros, no Sítio Cercado, o benefício veio em boa hora.

“Vai ser muito bom para a comunidade poder contar com a água vinda do poço artesiano quando falta nas casas”, comentou.

Mais árvores, mais verde, mais áreas de lazer

As árvores, que se multiplicaram nas vias, também ganharam as margens de rios, para preservar os corpos hídricos; e reforçaram outras áreas verdes – novas ou revitalizadas – para garantir áreas de lazer para a população e refúgio para a biodiversidade. Pelo Desafio 100 Mil Árvores para Curitiba, mesmo sem os mutirões, a cidade cumpriu a meta de 100 mil plantios no período de um ano.

Também começou a tomar forma a mais nova unidade de conservação da cidade, o Parque Pinhal de Santana, no Campo de Santana. “Já realizamos a limpeza da área e demos início à elaboração do projeto”, informa o superintendente de Obras e Serviços da Secretaria, Jean Brasil.

Entre as novas áreas, foram abertos jardinetes no Cajuru e Campo Comprido, o BCBU (Bosque de Conservação da Biodiversidade Urbana), no Santa Quitéria, e o Memorial da Saúde, no cruzamento das ruas Cruz Machado com Visconde de Nacar, no Centro, em homenagem às vítimas da covid-19.

A cidade também certificou 20 novas áreas particulares preservadas em 2021. Agora, Curitiba tem 65 RPPNMs, com mais de 812 mil metros quadrados de área. “Somente na gestão do prefeito Rafael Greca, foram mais de 652 mil metros quadrados de área verde protegida”, destaca a secretária Marilza. Isso corresponde a 48 reservas. “Curitiba é a capital com o maior número de RPPNs do Brasil”, completa.

Entra energia limpa, sai passivo ambiental

Com a pirâmide solar da Caximba em licitação, a cidade deu continuidade também à sua revolução em busca de disseminar a energia renovável. O edital foi lançado em novembro e a previsão é de que o empreendimento esteja finalizado em 2022.

O projeto, elaborado com a consultoria da Rede de Cidades C40, em acordo com as regras de Geração Distribuída da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), contempla a instalação de mais de dez mil painéis totalizando 4,55 Mwp, em um prazo de 12 meses. 

“Além de transformar um passivo ambiental em uma usina de geração de energia limpa, é uma das grandes apostas da cidade de Curitiba no enfrentamento das mudanças climáticas”, explica a secretária Marilza.

Parceria no lixo eletroeletrônico

As ações de recolhimento de lixo eletroeletrônico em Curitiba também ganharam um reforço neste ano: um termo de cooperação para implantação de uma Central de Logística Reversa na cidade assinado com a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos. Pelo princípio da logística reversa, o lixo eletroeletrônico é desmontado de maneira responsável e reinserido na cadeia produtiva.

O documento assinado também prevê a intensificação de campanhas para sensibilização da população para o descarte correto de resíduos e a capacitação das associações do Ecocidadão para o manuseio correto dos materiais. O retorno da matéria-prima para a indústria também economiza recursos e colabora com a redução de emissões de gases.

O curitibano continua levando seu equipamento fora de funcionamento aos ecopontos espalhados pela cidade; aos drive-thrus mensais em parques e praças; ou apresentando à coleta seletiva. Mas agora, todo o material deve ser centralizado para que a associação faça a destinação.

Os recolhimentos em mutirão – na modalidade drive-thru em função da pandemia da covid-19, foram retomados na metade do ano, sempre no primeiro sábado do mês, em seis pontos. Mais de 6,6 mil toneladas de eletroeletrônicos foram entregues pela população.

E a população ganhou dois novos ecopontos para reforçar esse e outros descartes. Os novos espaços ficam na Regional Cajuru e recebem recicláveis, resíduos de construção, vegetais, móveis inservíveis e eletroeletrônicos fora de uso. Esses locais evitam que este tipo de material seja deixado, indevidamente, às margens dos rios, provocando enchentes e poluição.

Com os dois novos pontos, Curitiba chega a dez Ecopontos. Até a metade de 2021, mais de 12 mil toneladas de material foram levadas pela população.

Desburocratização

Por falar em facilitar, a Secretaria do Meio Ambiente também passou a oferecer ao cidadão a possibilidade de fazer solicitações referentes ao licenciamento ambiental pelo site. A migração, que já era prevista, acabou intensificada pela pandemia da covid-19, de acordo com a diretora de Pesquisa e Monitoramento da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Erica Mielke.

Leia a Matéria completa no site: www.curitiba.pr.gov.br

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