AMP
Foto: JoshuaWoroniecki/Pixabay

Nupemec amplia a mediação de conflitos com uso de tecnologia

Atualmente, o NUPEMEC tem 33 Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSCs) unidades onde se realizam as sessões de mediação e conciliação e credenciou...

Publicado em

Por Diego Cavalcante

Foto: JoshuaWoroniecki/Pixabay

Dentre os muitos deveres e compromissos do Poder Judiciário estão a pacificação e a resolução de conflitos. E, com o objetivo de contribuir para uma sociedade mais terna, mais uma vez o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC) do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) se destacou na resolução de litígios de forma rápida e eficiente.   

Atualmente, o NUPEMEC tem 33 Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSCs) unidades onde se realizam as sessões de mediação e conciliação e credenciou 22 câmaras privadas de resolução de conflitos, que englobam a realização de arbitragem, mediação e conciliação e compõem, juntamente com os CEJUSCs, uma multiplicidade de instâncias de acesso à Justiça. 

Em casos judiciais, os CEJUSCs realizaram mais de três mil audiências de até setembro de 2021. Em casos pré-processuais, foram realizadas 268 sessões. O número evidencia que o método tem se tornado cada vez mais aceito tanto para os jurisdicionados quanto para os advogados.  

“Apesar das dificuldades enfrentadas, o momento propiciou o avanço na disponibilização das plataformas de resolução de conflitos on-line, conhecidas pelo termo ODR (online dispute resolution), consolidando-as como ferramenta adequada para resolver conflitos de interesses, e também plataformas de videoconferência, permitindo às partes, ainda que distantes, a possibilidade de dialogar e participar ativamente da resolução de seus conflitos”, exaltou Claudia Ferreira de Souza, coordenadora-geral do NUPEMEC.  

Nos casos judiciais, a maior parte das audiências foi de competência das Varas de Família, Juizado Especial Criminal e Varas Cíveis, com assuntos como fixação de pensão alimentícia, regulamentação de visita, guarda, lesão corporal leve, ameaça e injúria. As audiências pré-processuais também foram, em sua grande maioria, nas áreas de Família e Cível, e uma empresarial, com assuntos de dissolução de casamento, danos morais e materiais, fixação de alimentos e direito de vizinhança.    

À essa robusta estrutura para atendimentos se aliou o uso da tecnologia. Já presente no cotidiano do órgão desde a sua criação, em 2011, as ferramentas digitais se tornaram ainda mais importantes e imprescindíveis a partir do ano passado, com a pandemia do coronavírus.   

“Os mediadores contaram inicialmente com a disponibilização da Plataforma Emergencial de Videoconferência e Atos Processuais Cisco Webex, cedida pelo CNJ entre abril e dezembro de 2020. Em sequência o TJRJ disponibilizou a plataforma Teams, em utilização pelo NUPEMEC e CEJUSCs para a realização de sessões de mediação e conciliação, bem como para a realização das Oficinas de Parentalidade”, contou.   

De acordo com Cláudia, o uso das plataformas de videoconferência nas sessões de mediação e conciliação viabiliza e facilita o encontro entre as partes. As audiências são conduzidas por um mediador que não tem poder decisório e, lançando mão de ferramentas de comunicação e procedimentos que incentivam a participação e o protagonismo dos envolvidos no conflito, atua para chegar à uma solução justa e adequada para todos.   

A atuação do mediador exige que habilidades específicas, tanto em relação às tecnologias utilizadas, como nas práticas da mediação em ambiente virtual, com o objetivo de conduzir com segurança as sessões. Dessa forma, a Diretoria-Geral de Tecnologia (DGTEC) do TJRJ realizou a capacitação de centenas de mediadores cadastrados no NUPEMEC, habilitando-os para as audiências.  

“Foi também elaborado um guia para a participação nas mediações on-line, voltado tanto para mediadores quanto para as partes, orientando quanto a procedimentos e condutas para otimizar as interações”, destacou Cláudia.   

As mudanças têm surtido um efeito tão grande e alcançando os objetivos do núcleo de conciliação do Tribunal de Justiça do Rio, que mais novidades e inovações serão preparadas em 2022. O TJRJ firmou convênio com a PUC-Rio para desenvolver uma plataforma de resolução de conflitos com uso de inteligência artificial elaborada especificamente para casos na esfera consumerista e de conflitos com baixo grau de complexidade.   

JGP/FS/MB 

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X